domingo, 11 de maio de 2014

Tristeza

Nathália...

Lembro-me como se fosse hoje: eu parei meu carro para minha mãe descer em frente ao Centro de Saúde da minha cidade, minha mãe abre a porta e vê aquele filhotinho de gato, três cores, encolhidinho na guia da sarjeta. Minha mãe o pega, e voltamos para minha casa, o colocamos na cozinha com leite e ração mole e fomos trabalhar. Na hora do almoço, vimos que era uma gatinha (as três cores denunciavam isso...rs) dócil, olhos atentos e, ao pegá-la, eu disse "Você se chama Nathália... com "th", pois é mais chique!"

E se foram 15 anos vivendo conosco!

15 anos, 3 crias, castração, problema na gengiva (veterinário retirou alguns dentes e outros caíram), entrava no cio direto (castração), problema no rim (remédios e consultas), até que sábado passado eu a levei para internar, pois não estava mais se alimentando... fui visitá-la, tirei fotos, mas na quarta-feira última, ela não me reconheceu mais... estava tomando soro, estava "fria", os olhinhos sempre atentos semi-abertos, quando a chamei não me ouviu mais, não mexeu as orelhinhas, não veio correndo e pulou em mim como sempre fazia...

Saí chorando e o veterinário me atendeu a explicou toda a situação dela: rim perdido, medicamentos não estavam mais fazendo efeito, e outras palavras difíceis que não faço questão de me lembrar... e ela morreu. Foi enterrada no quintal que tanto brincou, correu, bateu em outros gatos...

Chorei muito. Fiz promessa para São Francisco de Assis e Santo Expedito, mas a hora dela chegou e ela se foi! Sinto um vazio estranho, pois não preciso mais chamar bem alto "Nathália..." para ela vir comer, nem abrir a porta de vidro que ela tanto ficava encostada para entrar, nem entrar bem devagar com o carro,  pois ela o acompanhava, nem bater em minha coxa e peito para vê-la pular em mim e ficar em meu colo "amassando pão"...

Não há nada mais emocionante e sincero nesse mundo que o amor de um animal por nós.

Sei que a Nathália está num lugar lindo, cheio de animais sadios brincando, correndo e me esperando. Tenho certeza absoluta de que ela vai me encontrar quando eu morrer também. 

Ti amo, Nathália! Muito, muito, muito...



domingo, 4 de maio de 2014

Quase dois meses

Quase dois meses sem postar algo.

Muitas coisas aconteceram nesse período, mas não ou ficar relembrando. Já é história que não me lembro mais.

Amanhã será o Oscar, um evento que realizo anualmente na escola que hoje sou professor coordenador. Os alunos votam em categorias que eles mesmos escolhem: meninos votam nas meninas e vice versa. Tem apresentações de danças, vídeos e brincadeiras. Todos gostam, principalmente os alunos.

Também amanhã levarei minha avó no médico, ela não está bem de saúde, fraquinha como nunca vi em toda a minha vida, pois a imagem que tenho dela é a de uma mulher trabalhadeira, sempre disposta, ativa... mas o que os anos não trazem e não fazem com uma pessoa... sinto pena dela e faço o que posso para ajudá-la.

O frio chegou... está "manso", por enquanto, mas o calor infernal que fez no início do ano foi embora. Gosto do frio, prefiro ele ao calor. A minha única preocupação é que choveu muito pouco nesse ano e as reservas de água estão abaixo no nível, o que preocupa os grandes centros e até aqui na minha cidade, pois muitos sitiantes estão com os poços secos.

A minha gatinha Nathália está internada desde sábado (ontem), pois ela não estava comendo, então levei-a ao veterinário, que fez exame de sangue e constatou que ela está com uma infecção que atacou o rim. Ficou lá tomando soro. Sinto falta dela. Muita. É a gata mais inteligente que tenho. Eu a chamo pelo nome e ela vem. Eu bato com minha mão na minha perna, peito, ombro, e ela pula. Eu deixo a mão parada e ela vem, fica meio de pé e esfrega a cabeça na palma... enfim, são muitas coisas que ela faz, que só eu sei e sinto todo o amor incondicional desse animalzinho que recolhi filhotinho e que está comigo há 15 anos...

Terminando... uma semana que se inicia e que desejo que seja boa para todas as pessoas.