sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

O tempo não para... a vida escorre pelos nossos dedos...

PARA SEMPRE


O tempo se arrastava quando ela era criança. Viveu algumas vidas até completar a idade de todos os dedos de uma mão, viveu muitas vidas até completar duas mãos cheias de tempo. As férias demoravam a chegar e o final de semana aparecia a cada eternidade. Não entendia por que as férias de julho demoravam muito e as férias de dezembro demoravam para sempre. O bolo ficava dias para assar, passava décadas com a professora num mesmo ano letivo e o olhar daquele menino arteiro da sala nunca lhe chegava. Nunca e para sempre duravam uma semana. Só que não era uma semana como é pra você, adulto que está lendo. Uma semana de criança é realmente muito tempo. Ela brincava de ser adulta e fazia todos os seus planos de vida. Moraria sozinha aos 18, aos 20 ganharia muito dinheiro e teria uma empregada para limpar a casa e cozinhar, aos 21 se casaria com um homem maravilhoso e apaixonado por ela, aos 23 teria um casal de lindos filhos gêmeos. Os planos só iam até aí, porque depois ela estaria ocupada demais sendo feliz para sempre. Enquanto isso, brincava de dar aulas para bonecas, de ser mãe, de ser princesa e até punha as barbies para a iniciação sexual. "Isso não é conversa para criança, quando você for adulta entenderá". Mas poxa, eu tava entendendo a conversa até me mandarem saí de lá. Juro que eu estava entendendo. O pai está sem dinheiro, a mãe está triste com a sua profissão, a vizinha soube que o marido tem um caso com a secretária. Será que eles pensam que sou burra? Quando vou poder morar sozinha? Quando poderei ganhar dinheiro? Quando poderei participar das conversas dos adultos? Quando serei feliz para sempre? "Aproveite a infância, menina, depois dos 15, a vida passa voando". "Quando eu era pequena era magra como você", diziam várias tias gordas. Será que um dia acordarei gorda como elas? Ficou maior de idade e ainda não morava sozinha. Fez 20 anos e ainda não tinha seu próprio dinheiro. Completou 25 anos de idade e não encontrara o seu príncipe encantado para casar. Aos 30 começou a se achar parecida com a tia gorda. Definitivamente não era a vida que ela havia planejado para si. Não era uma mulher feliz, mas também não era infeliz, o que é ainda pior. Trabalhava, estudava, namorava e achava a vida insossa. Parecia que o tempo sempre corria mais do que ela. Ele ia à frente, e ela, esbaforida, corria atrás de um tempo que sempre lhe parecia perdido. Sentia saudades da eternidade dos dias da infância. Sentia raiva da esperança infantil que não lhe abandonava. Um dia um homem com cara de arteiro lhe olhou. E aquele olhar durou para sempre. Dois segundos depois ela saiu do olhar dele renovada. E foi com um olhar que a mulher descobriu que para sempre é intensidade, e não tempo. Achou a infância dentro de si e foi ser feliz para sempre. Até o instante seguinte.

Sobre a autora: Ana Suy Sesarino Kuss é psicanalista, professora universitária, escritora e mora em Curitiba.

Fonte: http://confrariadostrouxas.com.br/


Leitura como fonte de prazer

Olá!

Estou meio sumido, porque ando sem ânimo para escrever, mas hoje resolvi falar de um assunto que gosto demais: LEITURA, LER.

Aprendi a ler com meu avô paterno. Ele pegava o jornal Folha de São Paulo, abria no caderno de esportes, e me ensinou as primeiras letras, sílabas e palavras por meio das notícias do Corinthians... seu time do coração e, consequentemente, o meu também.

Assim, com 6 anos eu já lia praticamente tudo: jornal, gibis e livros (quando alguém me emprestava - algo raro na época). Depois, montamos a primeira biblioteca da escola (sim, não havia livros na biblioteca). Com o tempo e pelo emprego, conseguia comprar um ou dois livros por mês. Descobri autores maravilhosos, países inimagináveis, personagens que me fizeram ser eles, que me fizeram sorrir, chorar... enfim, viver.

Como professor, sempre tive o sonho de publicar um livro por ano com as melhores redações dos alunos. E esse sonho transformou-se em realidade em 2013, quando a escola em que trabalho lançou a primeira edição do nosso livro. A capa e o título foram escolhidos pelos professores e equipe gestora. Fizemos um concurso, muitos alunos se inscreveram. Depois, digitei tudo. Livro todo. Fiz correções. Fui atrás de gráfica. Negociei valores. E... pronto!!! Livros em mãos. Chorei de emoção.

E, assim, já estamos na terceira edição.

Vou publicar as capas.

Abraços.




quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Bob Sinclar - Love Generation



Essa música é linda demais... cantei demais com meus alunos!!!



Essa vai para minha amiga Lurdes, uma aluna especial, com idade avançada, que resolveu estudar e que amava as músicas que eu trabalhava durante as aulas. Tenho amizade com ela, com o marido dela e com os pais dela até hoje.










Músicas que gosto... mais uma.

Amor...

Gosto demais desse filme, Um amor para recordar.

Ele é simples, mas mostra o poder do amor... algo meio impensável atualmente.






Fevereiro que o ano começa

Minhas férias passaram rápido demais. Já estou trabalhando desde 18 de janeiro. Nem parece que tive um descanso e que viajei. Foi como num piscar de olhos. Nesses dias todos fiquei a maior parte em minha casa, local que amo muito e que se eu pudesse ergueria muros de castelo para ninguém vir aqui... eu? Não tenho necessidade de sair. Amo ficar sozinho, fazendo minhas coisinhas no meu tempo, sem ver ninguém, sem ter contato com pessoas, apenas com meus animais. Isso me satisfaz por completo.

Segunda-feira iniciam realmente as aulas... tudo de novo! Afinal, 26 anos como professor vejo as coisas se repetindo, com uma ou outra alteração. Bom? Ruim? Não sei... estou em um estágio na minha vida que o que vier é lucro. 

Está chovendo, meio friozinho... o que é um alívio para o calor e mormaço que fez hoje.

Hoje estou sem palavras.