19 de novembro - domingo - 21h24
E novembro está passando rápido, menos do que eu gostaria.
Estou cansado, muito cansado. No trabalho, sempre nessa época são cobranças, vários projetos, atividades sem fim. Todos estão esgotados e ansiando pelas férias, que parecem tão longe.
Espero, sinceramente, que Deus me dê forças, paciência e dinamismo para o tempo que falta.
Quarta-feira passada, lá pelas 23h30, começou a sair muito, mas muito sangue do nariz da minha mãe. Ensopou duas toalhas, roupas dela, de cama, quarto, corredor e banheiro. Chamei a ambulância, mas antes eles ligam para a Santa Casa e de lá um médico conversou com ela e a orientou sobre o que tinha que fazer (colocar tampão, deixar a cabeça pendida para trás e colocar sobre o nariz toalhas com água gelada). Assim fiz e o sangue parou de jorrar. Depois, deixei-a no quarto, recolhi toda a roupa suja de sangue, deixei de molho, limpei tudo o que sujou (não sabia como o sangue gruda no chão e é difícil para sair...). Enfim, fomos dormir de madrugada.
No outro dia, conseguimos marcar consulta para ela apenas na quinta-feira, isso porque pagamos. Lá, o médico limpou o nariz dela, e nos falou que havia rompido uma veia (artéria) e a sorte da minha mãe é que o sangue saiu e não subiu para a cabeça. Também falamos para ele que junto do sangue havia saído um coágulo grande, o que só confirmou o que ele havia falado antes. Ele receitou dois remédios, repouso, ficar longe do fogão (calor) e não ficar no sol por pelo menos dez dias. Também orientou para que ela não faça esforço algum.
Ela ficou preocupada e eu também.
É interessante como só percebemos a fragilidade da vida quando nos deparamos com situações como essa.
Enfim, para morrer basta estar vivo.
No mais, que Deus ilumine e abençoe-me nessa semana que se inicia.