domingo, 14 de setembro de 2014

Domingo pé de cachimbo...

"Domingo, pé de cachimbo, cachimbo é de ouro, bate no touro, o touro é valente, bate na gente, a gente é fraco, cai no buraco, buraco é fundo acabou-se o mundo!"

Nossa, quantas vezes eu falei essa oração...rs
Acho que a aprendi com a minha finada avó Zoraide, que na minha infância era quem me dava mamadeira, um bolo de geladeira delicioso, e sempre contava causos pra mim e pra minha irmã. Saudades dela... da casa sempre limpa (impecável), das roupas brancas colocadas no varal antes do Sol aparecer, da comida cheirosa, da cortina de saquinhos de leite costurados um no outro e que protegia a pequena varanda das chuvas nos dias de Natal. Saudades do cheiro dela, sempre limpa, com creme, unhas feitas, sorriso cativante e um amor enorme pelo meu avô, tios e tias... saudades das histórias que ela contava sobre seus pais, como eles vieram para o noroeste do estado de São Paulo e aqui se estabelecido. Saudades da nossa viagem para São Paulo, na casa da tia Helena (irmã dela), em que dentro do ônibus eu peguei um desodorante e espirrei e o cheiro ficou a viagem toda... isso nos idos 1984! Saudades, também, da nossa viagem para Aparecida do Norte, em 1979, onde ficamos no Hotel Mineiro, visitamos a Basílica Velha, Cruzeiro... 
Enfim, saudades da minha avó-madrinha que me deu o manto que eu fui batizado, que foi todo bordado pela tia Conceta lá na Itália, e que também serviu para meu pai e todos os filhos da minha avó.
O tempo passou, ela adoeceu e faleceu... mas ainda hoje, quando eu passo em frente à casa em que ela morava, a casa em que eu nasci, eu me lembro de tudo isso e muitos mais detalhes: jardim impecável, rosas enormes da cor rosa claro, avencas, samambaias, lírios, ela e meu avô sentados nas cadeiras de madeira no alpendre.
Infelizmente, só percebemos a velocidade do tempo quando perdemos as pessoas que amamos, que nos amam e que fazem/fizeram parte da nossa história.
Viver é isso... 



Nenhum comentário:

Postar um comentário