Foi bom chegar e ver as pessoas com que vivo 5 dias por semana. Abracei e cumprimentei todos e coloquei a "mão na massa": fiz dois murais (um de boas vindas e outro informativo), registrei todos os periódicos, fotografei livros e periódicos para serem divulgados na próxima segunda-feira na rede social do projeto de leitura e escrita que desenvolvo, coloquei em dia os registros de atas e pautas de reuniões, iniciei pesquisa para elaboração de quadro em homenagem aos melhores alunos do 2º Bimestre (melhores notas e poucas faltas). Lá, fiquei sabendo que o irmão de uma das nossas professoras havia morrido (câncer). Um homem simples, que eu conheço desde pequeno, que dei carona várias vezes e que gosto muito. Um homem que me sentia bem do lado dele, conversando e com a vida difícil que ele teve, mas sempre prezando a família e trabalhando muito.
Ao chegar em casa às 17h, fui pra varanda da piscina ler algumas notícias, brincar com meus gatos e o dia findou... minha mãe e minha tia pediram que eu ficasse com meus avós para que elas pudessem ir até a feirinha da cidade comprar pamonha, bolo de milho e curau. Fiquei com minha avó na sala (velhinha, surda): ela com o gato dela no colo, assistindo à missa e depois Chaves e conversando comigo. De repente, ouço um barulho no quarto e ao espiar, meu avô estava rolando de uma cama para outra. Fui até lá e perguntei se ele queria algo e ele respondeu que queria levantar. Pedi para ele rolar de novo para a cama dele, peguei a cadeira de rodas no banheiro, travei as rodinhas, peguei meu avô (ele está com muita dificuldade para levantar), coloquei-o na cadeira e o trouxe para a sala. Fiquei conversando com ele e ele me disse que quer ir a Rio Preto, almoçar em um restaurante, dar umas voltas, "merendar" e depois voltar para casa. E em outro dia quer ir até Fernandópolis fazer a mesma coisa. Depois, ficou falando sobre as viagens que ela fazia para Rio Preto para levar pessoas em médicos e mulheres para ganhar bebê. Eu fiquei perguntando e ele respondendo, com o braço levantado. Minha avó, com ciúmes, ficava brava com ele...rsrs. Dali alguns minutos minha mãe e tia chegaram, traumatizadas, pois havia acabado de acontecer um acidente na rodovia da cidade, em que um vizinho nosso entrou com a moto em um carro de uma moça grávida da nossa cidade. Ele havia morrido na hora e ela estava em estado de choque. Após ouvir isso e digerir esta triste notícia, despedi deles, vim para casa, tomei banho e fui para reunião na igreja com todas as equipes de liturgia, juntamente com o padre que nos orientou e fez uma breve formação relacionada à proclamação da Palavra de Deus nas missas, celebrações e demais eventos que nossa igreja realiza.
Às 21h15 desci para casa, conversei com minha tia e mãe, respondi algumas mensagens no zap zap. Acabei de fazer um lanche, vou comê-lo assim que terminar de escrever aqui.
Enfim, estou de volta à rotina diária... feliz, pois tenho meu serviço. Também fiquei triste com essas mortes que aconteceram hoje na minha cidade, de pessoas que conheço e convivi muito. Mas, não somos donos de nada nesse mundo, nessa vida...
Abraços a todas as pessoas que por ventura leem esses pequenos relatos.
