sábado, 19 de dezembro de 2015

Anja

No dia 17 de dezembro de 2015, acho que um pouco antes das 23h, minha gatinha de 10 anos Anja morreu atropelada.

Ao chegar em casa do serviço, a vi caída, morta. Guardei o carro, peguei uma toalha nova, embrulhei-a e a trouxe para dentro de casa. Fiquei olhando-a, acariciando a cabecinha dela, as pontas das orelhas com câncer (sim, ela estava com câncer na pontinha das orelhas e já estava saindo do lado esquerdo do rostinho dela um tumor), e pensando em todas as vezes que eu estava na rede e ela vinha no meu colo, o modo dela miar (bem baixinho), ela ficando em pé para agarrar minhas maos, ela se esfregando em meus pés, ela doida para entrar dentro de casa, ela se esgueirando pela garagem para dormir em cima do meu carro...

Anja era filha da Nathália, outra gatinha amada minha, que recolhi ainda bebê das ruas... a Anja nasceu aqui em casa. Filha nossa. Vimos crescer, uma pessoa caridosa que também gosta de gatos pagou a castração dela há muito tempo. Quando fizemos o gatil, ela ficou com os demais, mas como sempre ficava miando e nos olhando, ficamos com dó e a deixamos para fora, morando conosco em nossa casa. Se tivéssemos deixado ela lá dentro isso não teria acontecido...

É interessante como um simples animal cativa tanto a gente. Acredito que é porque eles são sinceros, puros e amam sem pedir nada em troca. Nos aceitam como somos. Nunca nos julgam. Muito diferente das pessoas.

Anja, desculpe-me se algum dia eu não ti dei a atenção devida... ti amar eu sempre ti amei.

Mais uma estrelinha no céu. Não sou espírita, mas acredito que quando eu morrer vou encontrar todos os animais que passaram pela minha vida e que transformaram meus dias cinzas em coloridos.

Até breve, Anja.




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