Ano bissexto, 29 de fevereiro de 2020, 16h33, nublado, friozinho.
Mais um sábado que acordei bem cedo, fiz faxina na casa toda, lavei roupa, lavei cobertores dos gatos e cachorros, sozinho, tudo em silêncio, assim como está a minha vida.
Minha mãe na casa dos meus avós, cuidando deles (hoje é o dia dela).
Terminando tudo, acessei redes sociais e as mesmas notícias repetidas de todos os dias... cansativo, chato, sem sentido.
Li, mas logo cansei. Comi. Cochilei. Brinquei com meus animais. Queimei aranhas enormes que nessa época do ano infestam as árvores aqui de casa.
Assisti à programa de reforma de casas, creio que uns quatro episódios.
Deveria caminhar daqui a pouco, mas sem vontade alguma.
Lá pelas 18h30 começarei a fazer a janta, minha mãe chegará lá pelas 19h15, tratará dos animais, jantarei assistindo a Irmãos à obra, tomarei banho, descerei lá para a piscina com meus cachorros e alguns gatos, lerei, acessarei vídeos e redes sociais, ouvindo silêncio da noite, grilos, galos, automóveis ao longe (na outra rodovia da cidade), algumas músicas da praça. Depois, entrarei, assistirei algo na TV, lerei mais um pouco, escovarei os dentes, se der ânimo passarei algum creme na cara e nos pés, deitarei na minha cama, sentirei paz e sossego e dormirei. Hoje, tomarei um calmante, para ter um relaxamento total.
E amanhã? Tudo igual. Exatamente igual.
Sem ânimo para inovar, para mudar, para modificar.
Sem ânimo para nada.

