quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Novembro - forno

Hoje, 11 de novembro de 2015, foi o dia do forno.

Não. Não se comemora o forno de fogão, de indústrias, de barro. Hoje foi o dia do forno por causa do calor excessivo e do mormaço que tomou conta da cidade em que moro. Muitos canaviais que cercam meu município estão sendo queimados (colheita da cana) e, mesmo sendo proibido por lei (apesar que no Brasil lei só existe para punir os pobres) isso acontece naturalmente e ninguém fala nada.

Logo de manhã a sensação térmica fazia com que mesmo à sombra e com o sol nascendo o suor brotasse na cabeça, nos braços, na barriga... uma sensação desagradável de sujeira. 

Não havia lugar agradável para ficar. Só em ambientes com ar condicionado ligado, mas, ao sair desses lugares, vinha um bafo quente que cozinhava o corpo da gente.

Resultado? Estou exausto, corpo doendo, cabeça em ponto de explodir. E isso que trabalho em lugar na sombra. Fico imaginando as pessoas que trabalham debaixo desse sol escaldante ou as que moram em locais onde é calor o ano todo.



domingo, 8 de novembro de 2015

E a semana começa com...

...aumento no preço do etanol!!!

Sim. Logo no domingo de manhãzinha fui à missa, e ao voltar fui abastecer meu carro e o preço do litro do etanol subiu de ontem para hoje. Perguntei ao frentista o motivo e ele não soube explicar. Mas como sou um pouco esperto, já imaginei que como os caminhoneiros vão paralisar a partir de amanhã, os donos dos postos encheram seus tanques com preço velho, durante a noite aumentaram o valor para ganhar ainda mais sobre nós, pobres trabalhadores.

Sinceramente, não espero mais nada do nosso país, dos políticos que dizem "representar o povo". São roubos descarados, desculpas esfarrapadas, justiça totalmente parcial para eles, leis mais vergonhosas que as falcatruas que eles fazem há anos. Ninguém e nada faz absolutamente coisa alguma para reverter esse quadro. E, o pior de tudo, pessoas loucas e partidárias defendendo ferrenhamente políticos e partidos corruptos. Para mim, isso é pior que tudo.

No mais, fui à missa com minha mãe, vô e sobrinha (que fez 7 anos essa semana - minha afilhada que amo muito). Foi muito bonito o Evangelho e a Homilia do padre (parábola da viúva). Cheguei em casa, minhas roupas estão sendo lavadas pela máquina, limpei todo jardim e ainda tenho a parte de fora para limpar. Tempo está ficando nublado e acredito que vai chover. Espero, gosto muito de chuva.

Amanhá recebo meu salário e dá até medo, pois tudo sobe, menos meu ganho. 

2015 está sendo o pior ano da minha vida. E não tenho boas perspectivas em relação ao futuro. Parei de pensar e refletir sobre isso. Foi difícil, mas consegui. Estava sofrendo à toa, pois mudanças positivas jamais acontecem para pessoas honestas e boas. Só vejo vagabundo e desonestos bem.

Até mais.

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

TERRA DE MINAS - FAZENDA ANTIGA







Gostaria muito de ter nascido e vivido na época dos barões do café... época rica, linda, com esses casarões maravilhosos, com famílias grandes, ferrovias...



Saudades...

Novembro, mês do Natal.

Estamos no início do mês de novembro e o Natal já está aí: lojas enfeitadas e com produtos natalinos, propagandas na televisão, na internet, rádio a respeito do Natal. Infelizmente, não são citados os ideais dessa data tão importante, mas apenas comércio, o desejo de vender quanto mais melhor.

Sempre amei o Natal!!! As minhas lembranças mais remotas são de quando eu tinha 6 anos de idade, morava com meus pais e irmã em uma chácara na entrada da cidade, no mesmo quintal que minha avó paterna. No dia primeiro de dezembro, meu pai e eu montávamos o presépio na sala. Buscávamos saibro no rio que corria no fundo da minha casa, plantávamos sementes de arroz, colocávamos um espelho para imitar um lago. Tudo isso na sala, sobre uma mesa. Na estante, colocávamos uma árvore pequena de Natal. Também iniciavam as novenas natalinas, e todas as noites visitávamos as casas vizinhas para rezar, cantar e conversar. Quando era a vez da nossa casa, eu molhava o saibro e colocava um fio na tomada e outro enfiado no saibro, só para as crianças colocarem as mãos e levarem choque. Também era costume por um pires no presépio e todas as noites acender uma velza para o Menino Jesus.As pessoas que visitavam umas as outras e que havia presépio em casa, era costume também oferecer dinheiro que era colocado no pires com a vela ou perto dele. Normalmente, o mês de dezembro era chuvoso, e no dia 24 íamos à Missa do Galo que naquela época começava às 23h. Depois, voltávamos para casa e colocávamos nossa pequena árvore de Natal no meio do sofá. Do lado esquerdo eu colocava meus sapatos e minha irmã colocava o par de sapatos dela do lado direito, para que o Papai Noel não errasse na hora de entregar nossos presentes. Nesse dia o sono não vinha... mas vencidos pelo cansaço, dormíamos. No dia 25 de manhãzinha, acordávamos e corríamos para a sala e lá estavam presentes embrulhados em papéis lindos e brilhantes. Desembrulhávamos tudo, e brinquedos "a pilha" apareciam e eram montados, ligados e faziam sucesso com a vizinhança toda. Depois, o almoço era na na casa dos meus avós paternos, em uma varanda comprida e estreita. Como sempre chovia, minha avó Izoraide costurava uma cortina com saquinhos de leite para que a chuva não atrapalhasse nosso almoço. E era casa cheia de parentes, em um clima de alegria, de companheirismo e de amizade. Fartura nesse dia!!!

Essas são as recordações mais gostosas que tenho do Natal... pena que hoje tudo mudou, e o verdadeiro sentido dessa data tão linda tenha se perdido pelo tempo...






segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Clodovil Hernandes





Uma pessoa ímpar! Amado ou odiado. Respeitava os animais e sempre falava bem da sua mãe.



Sonho conhecer essa casa...



Deus o tenha, Clodovil.



Abraços.