quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Novembro, mês do Natal.

Estamos no início do mês de novembro e o Natal já está aí: lojas enfeitadas e com produtos natalinos, propagandas na televisão, na internet, rádio a respeito do Natal. Infelizmente, não são citados os ideais dessa data tão importante, mas apenas comércio, o desejo de vender quanto mais melhor.

Sempre amei o Natal!!! As minhas lembranças mais remotas são de quando eu tinha 6 anos de idade, morava com meus pais e irmã em uma chácara na entrada da cidade, no mesmo quintal que minha avó paterna. No dia primeiro de dezembro, meu pai e eu montávamos o presépio na sala. Buscávamos saibro no rio que corria no fundo da minha casa, plantávamos sementes de arroz, colocávamos um espelho para imitar um lago. Tudo isso na sala, sobre uma mesa. Na estante, colocávamos uma árvore pequena de Natal. Também iniciavam as novenas natalinas, e todas as noites visitávamos as casas vizinhas para rezar, cantar e conversar. Quando era a vez da nossa casa, eu molhava o saibro e colocava um fio na tomada e outro enfiado no saibro, só para as crianças colocarem as mãos e levarem choque. Também era costume por um pires no presépio e todas as noites acender uma velza para o Menino Jesus.As pessoas que visitavam umas as outras e que havia presépio em casa, era costume também oferecer dinheiro que era colocado no pires com a vela ou perto dele. Normalmente, o mês de dezembro era chuvoso, e no dia 24 íamos à Missa do Galo que naquela época começava às 23h. Depois, voltávamos para casa e colocávamos nossa pequena árvore de Natal no meio do sofá. Do lado esquerdo eu colocava meus sapatos e minha irmã colocava o par de sapatos dela do lado direito, para que o Papai Noel não errasse na hora de entregar nossos presentes. Nesse dia o sono não vinha... mas vencidos pelo cansaço, dormíamos. No dia 25 de manhãzinha, acordávamos e corríamos para a sala e lá estavam presentes embrulhados em papéis lindos e brilhantes. Desembrulhávamos tudo, e brinquedos "a pilha" apareciam e eram montados, ligados e faziam sucesso com a vizinhança toda. Depois, o almoço era na na casa dos meus avós paternos, em uma varanda comprida e estreita. Como sempre chovia, minha avó Izoraide costurava uma cortina com saquinhos de leite para que a chuva não atrapalhasse nosso almoço. E era casa cheia de parentes, em um clima de alegria, de companheirismo e de amizade. Fartura nesse dia!!!

Essas são as recordações mais gostosas que tenho do Natal... pena que hoje tudo mudou, e o verdadeiro sentido dessa data tão linda tenha se perdido pelo tempo...






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