11 de janeiro de 2016 – segunda-feira
15h22
Estamos no apartamento. Hoje,
levantamos cedo como de costume, mas o tempo estava nublado e chuviscando.
Tomamos café, banho e resolvemos ir para o centro de Ubatuba. Pegamos o carro e
partimos. Antes de chegar na Praia das Toninhas o trânsito já estava terrível,
praticamente parado. Resolvemos voltar e no primeiro retorno que vi, direcionei
o carro e voltamos. Porém, o trânsito começou a ficar caótico nos dois
sentidos. Nunca vi isso nos 5 anos que venho para cá. Enfim, demoramos duas
horas para rodar 26 km. Horrível, uma sensação de prisão dentro do carro. Dor
nos pés por frear/acelerar/engatar marchas (1ª e 2ª sem parar). Chegamos, mamis
foi buscar marmitex (peixe, delícia), almoçamos, terminei a leitura do livro
que minha diretora me emprestou, arrumei a cozinha, fiz café, tomamos. Saímos
para ir ao supermercado e a uma lojinha do lado do Velas Chalés. Comprei doce
(estava aguado para comer doce, pois fazia muitos dias que não comia
chocolate), passamos na lojinha, comprei 4 camisetas para mim, um porquinho
para guardar moedas/dinheiro (faço isso desde que venho aqui. Então, durante o ano
vou economizando e sempre no final do mês de dezembro eu quero o porquinho e é
o dinheiro que trago para a viagem – em 2015 deram 820,00.) Também comprei uma
camiseta para o Tite e incensos indianos (adoro). Mãe comprou camisetas para o
Beto e para o Márcio. Voltamos pra o chalés, mãe saiu de novo para andar pelas
lojas. Fiquei vendo TV e acessei a internet (não estou publicando nada, nem
fotos, nem curtindo, nada. Estou cansado disso. E estou de férias, então não
quero saber ou fazer nada que me lembre o meu cotidiano nos outros 354 dias do
ano. Às 18h eu e mamãe fomos para a praia, estava chuviscando bem fraquinho,
então só levamos uma cadeira, água, máquina fotográfica e dinheiro. Lá, ela
sentou-se debaixo de sete-copas e fui caminhar. Fui fotografando tudo:
montanhas com as nuvens branquinhas cobrindo-as, ondas, mar na Praia da
Maranduba, mar e ondas diferentes na Praia do Sapé, bico da divisa entre essa
última e a da Praia da Lagoinha. Fotografei a ilha que fica em frente a esse
bico, a extensão de areia enorme nesse ponto, o Recanto Primavera lindo, com
suas árvores grandes e diferentes, a extensão da Praia da Logoinha, as casas, a
extensão da Praia do Sapé e da Maranduba... fui fazendo tudo isso e pensando
que era meu último dia aqui, uma sensação de nostalgia, de término de dias bons em que descansei muito,
pensei e refleti sobre minha vida e esse ano que se inicia. Escrevi na areia e
tirei uma foto para guardar de recordação desse período tão gostoso e único.
Voltei caminhando, molhando meus pés na água morna que as ondas traziam até a
areia. Cheguei até onde a mamãe estava e um casal da idade dela estava lá,
conversando com ela, também conversei com eles e me falaram que possuem um
apartamento aqui e moram em São José dos Campos, falamos sobre o tempo, sobre o
congestionamento hoje na rodovia nos dois sentidos. Eles nos aconselharam a ir
amanhã de manhã, pois certamente no horário do almoço estará congestionado de
novo. Mamãe foi comprar tapioca e fiquei ali com eles. Ela chegou, nos
despedimos e fomos para o apartamento. Lá, tomamos banho, fui buscar lanche
para nós, enquanto a mulher fazia fiquei olhando tudo: a feirinha, o centrinho
com as lojas, padarias, supermercados, posto de gasolina, Polícia Militar,
restaurante novo que abriu esse ano, as montanhas que estavam negras e já sem
nenhuma nuvem, mostrando toda a sua grandiosidade e opulência... montanhas que
dão medo em mim...rsrs... voltei, comemos, saímos de novo para dar uma volta e
chupar sorvete. Voltamos, começamos a arrumar tudo, levamos para o carro, pois
facilitará para nós amanhã de manhã. Estou digitando e mamis já foi para o
quarto dormir. Agradeço a Deus por ter permitido esses dias de descanso aqui,
tanto para mim quanto para minha mãe e pelo a bênção e proteção dele amanhã na
nossa viagem até Aparecida. Amém!
P.S. “Como estamos aqui desde o
dia 03/01, vimos pessoas indo embora, outras chegando e mesmo dizendo entre nós
apenas o “bom dia, boa tarde e boa noite”, é estranho vê-las partindo... uma
sensação de perda. Acho que sou louco por sentir-me assim. E, percebendo isso,
tenho medo do meu futuro, pois sei que estarei sozinho. Por outro lado, não
estamos sempre sozinhos, mesmo rodeados por pessoas?”