A Dani foi resgatada das ruas perto de minha casa pela minha irmã e mãe, em janeiro de 2005.
Soltaram-na perto do mercado, ainda filhote, com uns três meses mais ou menos. Ficou perambulando por ali, suja de óleo, arisca.
Ao chegar aqui em casa, no início, era arredia, mas logo se enturmou e pulava, corria e latia pelo jardim e em volta da piscina. Pegou amizade rapidamente com os gatos e nunca mordeu ou avançou em nenhum deles. Porém, ela ficou doente, com cinomose. Levamos no veterinário, ele a medicou, trouxemos ela para casa, continuamos a medicação e ela melhorou. A pata traseira esquerda ficou "meio bamba", mas mesmo assim ela continuou correndo, brincando e sendo amada, juntamente com a Lilica (outra cachorra minha adota em feirinha de adoção, mas que virou estrelinha em janeiro de 2015 com 18 anos).
Infelizmente, por causa da cinomose, a Dani começou a ter ataques epiléticos. Levamos novamente ao veterinário, que fez vários exames e receitou remédio contínuo que é dado a ela até hoje. Nesse meio tempo, ela teve que operar o rabo e em uma das patas apareceu uma infecção com ferida que demorou para cicatrizar, apesar de toda medicação oral e no local que aplicamos nela.
Sexta-feira passada fui acordado às 3h da manhã com os latidos e uivos da Lilica (outra cachorrinha minha, filha da Pituca). Levantei e fui ao alpendre. Lá estava a Dani tendo crises, com a cabeça torta. Peguei-a, limpei a baba do boca dela, embrulhei-a em um cobertor e a recolhi. Os espasmos passaram e ela dormiu. No sábado de manhã, levamos no veterinário, que fez vários exames e constatou uma infecção muito forte decorrente da cinomose. Ficou internada durante essa semana. Ontem, fomos na veterinária, pois o doutor queria conversar comigo e com minha mãe. Fui achando que ele ia falar sobre eutanásia, mas não, ele relatou todo o quadro dela, disse que como ela está consciente, comendo, reconhecendo as pessoas, bebendo, ele jamais sugeriria que a sacrificássemos. Essa fala tirou um peso do meu coração e ombros, pois acredito na vida, acima de tudo.
Assim, a trouxemos para casa. Agora, ela não anda, a pata traseira esquerda fica constantemente com espasmos, precisa tomar banho todos os dias (pelo menos a parte traseira dela), devido ao fato de fazer coco e xixi sem perceber. Alimenta-se (ração úmida, água e leite) com dificuldade, mas está viva, lutando por cada momento. Quando chego perto dela e a chamo ela me reconhece, me olha com os olhos que aprendi a amar desde que chegou aqui.
Meu dia a dia se modificou a partir de hoje: terei que levantar muito mais cedo para dar banho nela, medicá-la e dar comida, pois demora, ela está pesando 15,600 kg, além de ter que lavar diariamente o cobertor que ela dorme. Não tem problema... isso é pouco por todo o amor, amizade, lealdade dela para comigo e minha família nesse tempo todo.
Ti amo, Dani!!!
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