quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Último dia de novembro

30.11.2016 - quarta-feira - 23h51

Cheguei há pouco da escola (serviço). Guardei carro, fiquei brincando com meus Tetês e minha pernas (mesmo de calça jeans) estão formigando de tanto eles subirem nelas. Fiquei sentado lá fora com eles ao redor, pulando, correndo, subindo em mim... demonstrando todo o amor que sentem por mim e, logicamente, eu por eles.

Hoje foi o último dia do Saresp. Amanhã iniciam as avaliações bimestrais que vão até 07.12.2016. No dia 08 será a colação de grau das 3ª Séries do Ensino Médio. Aulas vão até 20.12, mas trabalho até 29.12. Depois, caso não haja mudanças e eu continue como coordenador, terei férias só até o dia 15.01 (horrível... curto demais, já volto cansado.

Bom... hoje fui de manhã trabalhar, saí às 11h, vim pra casa, almocei, trarei dos animais e mediquei os que precisavam, tomei banho e fomos eu, minha mãe e a Cida fazer compra em Votuporanga. Preço das coisas subiu em relação ao mês passado, e compramos o básico. Voltamos, tomamos café na casa dela, descemos pra casa, descarregamos tudo, buscamos o vô que ficou aqui conosco. Depois, o levamos pra casa dele e mamãe ficou lá. Jantei, tomei outro banho e fui trabalhar e saí às 23h. Amanhã terei entrevista na diretoria de ensino para a escola de ensino integral. Não sei se é o que quero, mas como não tenho certeza em relação ao ano que vem, é mais uma segurança. Depois, terei que trabalhar tarde e noite.

Está ventando, meio friozinho, parece que vai chover. 

Vou dormir, pois estou muito cansado.

Inté mais.


domingo, 27 de novembro de 2016

Renault Captur

Estou apaixonado por esse carro.

Se tudo der certo, até o meio do ano que vem estarei com um desses.


Terminando novembro

Domingo - 27/11/2016 - 20h56

Hoje levantei cedo, pois fui com minha mãe, irmã e sobrinha ao velório do irmão mais novo do meu avô paterno, tio Maurim (Mauro), marido da minha ex-diretora Maria Júlia. Tenho lembranças dele desde meus 6 anos, quando meu pai me levava para comprar guaraná no bar do Zico (outro primo meu que também já morreu), e esse meu tio estava lá, com sua camisa branca e calça social marrom (uniforme dele que até no caixão estava vestido assim), e me pegava no colo e pagava doces para mim.

Chegamos ao velório e vi muitos, mas muitos parentes que não via há anos. Também professoras que trabalharam comigo durante muitos anos e já se aposentaram ou se removeram para outras cidades. Lá, cheguei perto do caixão, fiquei olhando-o e pensando que não o encontraria mais na lotérica da cidade (ele adorava jogar). Fiquei observando a boca colada dele, os buracos do nariz (todo defunto parece ter buracos enormes no nariz!). Abracei e cumprimentei a Maria Júlia, que me disse "ele gostava tanto de você". Fui até o caixão, coloquei minha mão sobre a dele, já fria, dura, um pedaço de carne congelada... isso que todos nós somos quando a vida se esvai do nosso corpo: pedaço de carne congelada. Fiquei mais um pouco por ali, começaram a cantar a música preferida dele (Estou apaixonado - do Daniel), e nesse momento fui para o meu carro, esperar minha família. 

Sinceramente, não vejo sentido em velório. Pode até ser despedida, uma vez... mas despedida do que, de quem? A única coisa que está ali é um corpo sem vida. Se for possível, não quero ser velado. Morri, enterra. Pronto. 

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Restante do dia foi normal:
*ajudei mamãe a limpar casa;
*fizemos almoço e comemos (costela na panela de pressão e nhoque);
*assisti a alguns programas na TV (Guerra de cupcakes, Dieta do amor) e ao filme Marte;
*levei minha tia para a rodoviária de Votuporanga, para ela pegar o ônibus para Araçatuba (ela ficou desde ontem aqui, para cuidar do meu avô). Fomos eu, ela, minha irmã e sobrinha;
*entrei na piscina sozinho. Água deliciosa, quentinha;
*saí, deitei na rede com meus Tetês;
*tratei de todos os gatos e das cachorras;
*jantei;
*tomei banho.

Agora, estou no meu quarto, no notebook. Minha internet voltou a funcionar, pois ficou o dia todo sem conexão. 

Nesse momento, estou ouvindo os trovões e a claridade dos relâmpagos clareiam o quintal. Se chover o que está prometendo, cairá muita água e, certamente, a energia acabará aqui (nunca vi uma cidade que com os primeiros pingos de água ou vento a energia acaba. Só aqui mesmo...rsrs).

No mais, desejo ardentemente que essa semana seja boa.



segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Solidão

SOBRE ESTAR SOZINHO

Não é apenas o avanço tecnológico que marcou o inicio deste milênio. As relações afetivas também estão passando por profundas transformações e revolucionando o conceito de amor.

O que se busca hoje é uma relação compatível com os tempos modernos, na qual exista individualidade, respeito, alegria e prazer de estar junto, e não mais uma relação de dependência, em que um responsabiliza o outro pelo seu bem-estar.

A ideia de uma pessoa ser o remédio para nossa felicidade, que nasceu com o romantismo, está fadada a desaparecer neste início de século. O amor romântico parte da premissa de que somos uma fração e precisamos encontrar nossa outra metade para nos sentirmos completos. Muitas vezes ocorre até um processo de despersonalização que, historicamente, tem atingido mais a mulher. Ela abandona suas características, para se amalgamar ao projeto masculino. A teoria da ligação entre opostos também vem dessa raiz: o outro tem de saber fazer o que eu não sei.

Se sou manso, ele deve ser agressivo, e assim por diante. Uma ideia prática de sobrevivência, e pouco romântica, por sinal.

A palavra de ordem deste século é parceria. Estamos trocando o amor de necessidade, pelo amor de desejo.

Eu gosto e desejo a companhia, mas não preciso, o que é muito diferente.

Com o avanço tecnológico, que exige mais tempo individual, as pessoas estão perdendo o pavor de ficar sozinhas, e aprendendo a conviver melhor consigo mesmas. Elas estão começando a perceber que se sentem fração, mas são inteiras. O outro, com o qual se estabelece um elo, também se sente uma fração. Não é príncipe ou salvador de coisa nenhuma. É apenas um companheiro de viagem.O homem é um animal que vai mudando o mundo, e depois tem de ir se reciclando, para se adaptar ao mundo que fabricou. Estamos entrando na era da individualidade, o que não tem nada a ver com egoísmo. O egoísta não tem energia própria; ele se alimenta da energia que vem do outro, seja ela financeira ou moral. A nova forma de amor, ou mais amor, tem nova feição e significado.

Visa a aproximação de dois inteiros, e não a união de duas metades. E ela só é possível para aqueles que conseguirem trabalhar sua individualidade.

Quanto mais o indivíduo for competente para viver sozinho, mais preparado estará para uma boa relação afetiva. A solidão é boa, ficar sozinho não é vergonhoso. Ao contrário, dá dignidade à pessoa. As boas relações afetivas são ótimas, são muito parecidas com o ficar sozinho, ninguém exige nada de ninguém e ambos crescem. Relações de dominação e de concessões exageradas são coisas do século passado. Cada cérebro é único. Nosso modo de pensar e agir não serve de referência para avaliar ninguém.

Muitas vezes, pensamos que o outro é nossa alma gêmea e, na verdade, o que fizemos foi inventá-lo ao nosso gosto. Todas as pessoas deveriam ficar sozinhas de vez em quando, para estabelecer um diálogo interno e descobrir sua força pessoal.

Na solidão, o indivíduo entende que a harmonia e a paz de espírito só podem ser encontradas dentro dele mesmo, e não à partir do outro. Ao perceber isso, ele se torna menos crítico e mais compreensivo quanto às diferenças, respeitando a maneira de ser de cada um.

O amor de duas pessoas inteiras é bem mais saudável. Nesse tipo de ligação,há o aconchego, o prazer da companhia e o respeito pelo ser amado. Nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem de aprender a perdoar a si mesmo.

Flávio Gikovate

Disponível em: https://osegredo.com.br/2015/11/sobre-estar-sozinho-flavio-gikovate/ Acesso 14.11.2016



domingo, 13 de novembro de 2016

Domingueira

Domingo - 13/11/2016 - 15h29

Acabei de coar café. Café puro, plantado, colhido, torrado e moído manualmente, sem ser embalado. Sabor de café mesmo, forte, cheiroso. 

Está chovendo. Chuva mansa, intermitente. Tempo nublado e gostoso. Estou em meu quarto, deitado e escrevendo no notebook. Tudo silencioso como deve ser.

Ontem, trabalhei das 7h30 às 18h30 depois das 19h às 2h30. Foi a II Festa do Reencontro, organizada pela escola onde trabalho. Fiquei na barraca do pastel, servindo, montando e fritando. Foram muitas pessoas, ex-alunos, famílias inteiras. Uma espécie de quermesse com danças, comidas, bingos. Povo gosta e vai. Só fui porque como trabalho na escola não tem como não ir. Foi no Centro de Lazer do Trabalhador (piscina), local que me traz maravilhosas recordações da minha adolescência, pois quando foi construída eu e minha turminha íamos todos os dias para nadar, rir, brincar e comer os deliciosos salgadinhos da Maria Teresa e do Joaquinzinho. Saudades eles, dos meus colegas, dessa época tão gostosa.

Hoje, acordei tarde, almocei, brinquei com os Tetês. E vim para o quarto onde vi videos, li reportagens de carros, da educação, notícias. Agora vou assistir a um filme de terror enquanto o domingo passa lenta e calmamente.


quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Novembro e esqueci de dar as boas vindas!

Novembro chegou e esqueci de escrever algo a respeito.

A correria, o cansaço e a falta de assunto (ou talvez não) fizeram com que eu não me animasse muito para vir aqui e digitar algo.

Bom, no trabalho a correria de sempre, as invenções de quem não tem nada para fazer e depois sobra pra quem sempre faz; meus animais estão, apenas alguns filhotes de gatos que morreram, pois não podemos ter gatas prenhas aqui em casa, que ao nascer, os gatinhos contraem FELV do ambiente e morrem na maior judiação. Amanhã, levarei mais quatro machos para castrar.; meus avós estão do mesmo jeito: lutando contra a idade, as limitações impostas pelo tempo.

O fim do ano está chegando, mas aina parece longe demais para quem o espera tanto, com tanta ansiedade... na TV e nas lojas as propagandas do Natal já estão bombando (horrível, se nem estamos em dezembro!), mas como é um mês que eu amo, que eu vejo luzes, brilho e alegria, fico emocionado.

Hoje, como essa semana toda, está um calor horrível. Mormaço que me deixa com uma moleza desgramada. Chuva nada, nem um ventinho. Sertão calorento.

Inté mais.

A formiguinha feliz

Todos os dias, bem cedinho, a Formiga produtiva e feliz chegava ao escritório. Ali transcorria os seus dias, trabalhando e cantarolando uma velha canção de amor. Era produtiva e feliz, mas não era supervisionada. 
O Marimbondo, gerente-geral, considerou o fato impossível e criou um cargo de supervisor, no qual colocaram uma Barata com muita experiência.
A primeira preocupação da Barata foi a de padronizar o horário de entrada e saída, além de preparar belíssimos relatórios. Bem depressa se fez necessária uma secretária para ajudar a preparar os relatórios e, portanto, empregaram uma Aranhazinha, que organizou os arquivos e se ocupou do telefone. Enquanto  isso, a Formiga produtiva e feliz trabalhava e trabalhava.
O Marimbondo, gerente-geral, estava encantado com os relatórios da Barata, e terminou por pedir também quadros comparativos e gráficos, indicadores de gestão e análise das tendências. Foi, então, necessário empregar uma Mosca, ajudante do supervisor, e foi preciso um novo computador com impressora colorida.
Logo a Formiga produtiva e feliz parou de cantarolar as suas melodias e começou a lamentar-se de toda aquela movimentação de papéis que tinha de ser feita.
O Marimbondo, gerente-geral, concluiu, portanto, que era o momento de adotar medidas: criaram a posição de gestor da área onde a Formiga  produtiva e  feliz trabalhava. O cargo foi dado a uma Cigarra, que mandou colocar carpete no seu escritório e comprar uma cadeira especial. A nova gestora de área - claro - precisou de um computador novo, e quando se tem mais do que um computador, a Internet se faz necessária. A nova gestora logo precisou de uma assistente (sua assistente na empresa anterior) para ajudá-la a preparar o plano estratégico e o orçamento para a área onde trabalhava a Formiga produtiva e feliz.
A Formiga já não cantarolava mais, e cada dia se tornava mais irascível.
"Precisaremos pagar para que seja feito um estudo sobre o ambiente de trabalho um dia desses", disse a Cigarra. Mas um dia, o gerente-geral ao rever as cifras se deu conta de que a unidade na qual a Formiga produtiva e feliz trabalhava não rendia muito mais.
E assim contratou a Coruja, consultora prestigiada, para que fizesse  um diagnóstico da situação. 
A Coruja permaneceu três meses nos escritórios e emitiu um relatório brilhante com vários volumes e custo de "vários" milhões, que concluía:
"Há muita gente nesta empresa".
E assim, o gerente-geral seguiu o conselho da consultora e demitiu a Formiga, por que andava muito desmotivada e aborrecida...
(autor desconhecido)


P.S. Percebo que as pessoas felizes e motivadas são as mais avacalhadas por quem as rodeia. Infelizmente, ser humano é desprezível, por isso prefiro os animais.