domingo, 27 de novembro de 2016

Terminando novembro

Domingo - 27/11/2016 - 20h56

Hoje levantei cedo, pois fui com minha mãe, irmã e sobrinha ao velório do irmão mais novo do meu avô paterno, tio Maurim (Mauro), marido da minha ex-diretora Maria Júlia. Tenho lembranças dele desde meus 6 anos, quando meu pai me levava para comprar guaraná no bar do Zico (outro primo meu que também já morreu), e esse meu tio estava lá, com sua camisa branca e calça social marrom (uniforme dele que até no caixão estava vestido assim), e me pegava no colo e pagava doces para mim.

Chegamos ao velório e vi muitos, mas muitos parentes que não via há anos. Também professoras que trabalharam comigo durante muitos anos e já se aposentaram ou se removeram para outras cidades. Lá, cheguei perto do caixão, fiquei olhando-o e pensando que não o encontraria mais na lotérica da cidade (ele adorava jogar). Fiquei observando a boca colada dele, os buracos do nariz (todo defunto parece ter buracos enormes no nariz!). Abracei e cumprimentei a Maria Júlia, que me disse "ele gostava tanto de você". Fui até o caixão, coloquei minha mão sobre a dele, já fria, dura, um pedaço de carne congelada... isso que todos nós somos quando a vida se esvai do nosso corpo: pedaço de carne congelada. Fiquei mais um pouco por ali, começaram a cantar a música preferida dele (Estou apaixonado - do Daniel), e nesse momento fui para o meu carro, esperar minha família. 

Sinceramente, não vejo sentido em velório. Pode até ser despedida, uma vez... mas despedida do que, de quem? A única coisa que está ali é um corpo sem vida. Se for possível, não quero ser velado. Morri, enterra. Pronto. 

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Restante do dia foi normal:
*ajudei mamãe a limpar casa;
*fizemos almoço e comemos (costela na panela de pressão e nhoque);
*assisti a alguns programas na TV (Guerra de cupcakes, Dieta do amor) e ao filme Marte;
*levei minha tia para a rodoviária de Votuporanga, para ela pegar o ônibus para Araçatuba (ela ficou desde ontem aqui, para cuidar do meu avô). Fomos eu, ela, minha irmã e sobrinha;
*entrei na piscina sozinho. Água deliciosa, quentinha;
*saí, deitei na rede com meus Tetês;
*tratei de todos os gatos e das cachorras;
*jantei;
*tomei banho.

Agora, estou no meu quarto, no notebook. Minha internet voltou a funcionar, pois ficou o dia todo sem conexão. 

Nesse momento, estou ouvindo os trovões e a claridade dos relâmpagos clareiam o quintal. Se chover o que está prometendo, cairá muita água e, certamente, a energia acabará aqui (nunca vi uma cidade que com os primeiros pingos de água ou vento a energia acaba. Só aqui mesmo...rsrs).

No mais, desejo ardentemente que essa semana seja boa.



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