quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Chuva nos últimos dias de agosto

Hoje é o último dia de agosto. Choveu.

Desde segunda feira o tempo mudou: nublado e vento (sujou tuuuuuuuuuuuudo o que eu e minha mãe limpamos durante a tarde de domingo... ontem começou a chuviscar, e essa noite até agora há pouco choveu, molhou a terra, grama dos pastos já estão verdes (incrível isso!), acabou a poeira, plantas agradecendo pela água que as banha e leva para a terra todo o pó.

2016 está passando rápido. Ano que para mim, pelo menos, não deixará boas recordações, pelo menos até agora. Mas assim é a vida, como a chuva, vai e vem, vai e vem... traz esperança e leva aquilo que foi ruim, tudo o que nos fez sofrer e chorar.

Hoje, a presidente Dilma sofreu impeachment. O que mudará na minha vida e na de milhões de brasileiros? N-A-D-A. Isso mesmo, NADA. Políticos são iguais: corruptos, mentirosos, protegem-se e a seus comparsas de todo tipo de falcatrua possível e impossível de se imaginar. Roubam, desviam verbas, mentem descaradamente, legislam em causa própria e tudo isso descaradamente, pois sabem que a (in)justiça brasileira só funciona para o povão. 

Em relação aos meus animais, estão bem. Mas sinto falta de poder ficar mais com eles, poder entrar lá no gatil e ficar o dia todo com aquelas inocências, brincar com eles, acariciá-los, conversar... faço isso muito pouco, pois minha vida é corrida demais. Logicamente, limpo lá diariamente, trato, dou remédio, vitaminas, mas poder ficar lá, apenas ficar, faz tempo que não fico. Sinto falta. 

Bom... parando por aqui, pois daqui a pouco vou trabalhar novamente e só volto para casa às 23h. Não gosto de trabalhar à noite, mas fazer o que.

Tchau, agosto. 

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Garoto americano mitando na formatura

Assisti a esse vídeo, procurei-o por muito tempo, só agora o encontrei.

Gostei, porque o garoto foge do comum, daquilo que se espera de todos em uma situação como essa. Enfim, algo diferente e dinâmico e criativo... raro hoje em dia...rsrs




Últimos dias de agosto

22h58 - segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Agosto, mês do desgosto, chegando ao fim. Até que passou rápido, a letargia que esse mês e o de março me fazem sentir, nesse mês sumiu. Acredito que foi a correria, as preocupações, a doença e morte da Futrica que não me deixaram perceber os dias passarem. Enfim, faltam apenas dois dias para que setembro inicie.

Nesse final de semana, fiquei em casa, fiz a faxina de sempre, li o livro "Alta tensão" (presente da minha diretora pelo dia do coordenador), naveguei pouco pela internet, recebi minha irmã/cunhado/sobrinha em casa, fui até à casa da Cida, senti saudades da Futrica... enfim, coisinhas do dia a dia, simples, mas que gosto muito e que fazem parte da minha história.

Alguns assuntos que li, ouvi ou fiquei sabendo:

* presidente afastada Dilma tendo seu impeachment votado/discutido por políticos tão corruptos quanto ela (o sujo falando do mal lavado);

* política para prefeito aqui na cidade onde moro quieta, morna... algo inacreditável em se tratando da pouca vergonha que sempre foi isso aqui;

* fatos mostrando claramente que pessoas que considerava "amigas" não são nada isso. O lance é cada um por si, por si e por si;

* minha escola, no ano que vem, terá apenas 7 salas, ou seja, perderemos nossa diretora e sabe-se lá mais o que;

* preciso urgentemente orar muito, mas demais mesmo, para não sentir raiva de certas pessoas que convivem comigo... é um sentimento horrível esse, mas que não consigo controlar, principalmente quando invadem minha privacidade ou percebo maldade em certas atitudes;

Ah... tempo mudando, estava ventando (sujou tudo o que limpei no domingo), começou a chuviscar... pelo que vi na previsão do tempo, temperatura vai cair e choverá amanhã e quarta-feira.





quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Há uma semana

Há uma semana foi a última noite da Futrica aqui em casa.

Foi a noite em que ela mais sentiu a cinomose, pois chorou muito (acredito de dor), eu levantei várias vezes para acalmá-la, passar a mão no corpinho e cabecinha dela, conversando e vendo ela fechar os olhinhos até dormir. Toda vez que eu levantava, verificava se ela estava com fome ou sede, esquentava leite, e ela sempre bebia um pouco. Também deixei-a confortável: cobertas macias, travesseiro, muito papel higiênico envolvendo as perninhas, rabos e região traseira, para caso ela fizesse suas necessidades não sujasse seus pelos.

Foi uma noite difícil, horrível ouvir os latidos de sofrimento dela.

Mas... estive lá, do lado do meu anjinho.

Uma semana se passou, e ainda sinto a falta dela em tudo o que vou fazer.

Ti amo, Futrica. Muito.

Espero que esteja feliz, correndo, brincando, latindo, linda, onde estiver. Torço e acredito muito nisso. Ah... tenha paciência, pois nos encontraremos.

Beijos nessa cabecinha cheirosa e linda.



terça-feira, 23 de agosto de 2016

Eu, criança

Posto algumas fotos minhas da minha infância... tenra idade, em que tudo era visto e sentido com a pureza da alma, dos anjos...


Oh ! que saudades que eu tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais !
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais !

Como são belos os dias
Do despontar da existência !
– Respira a alma inocência
Como perfumes a flor;
O mar é – lago sereno,
O céu – um manto azulado,
O mundo – um sonho dourado,
A vida – um hino d’amor !

Que auroras, que sol, que vida,
Que noites de melodia
Naquela doce alegria,
Naquele ingênuo folgar !
O céu bordado d’estrelas,
A terra de aromas cheia,
As ondas beijando a areia
E a lua beijando o mar !

Oh ! dias de minha infância !
Oh ! meu céu de primavera !
Que doce a vida não era
Nessa risonha manhã !
Em vez de mágoas de agora,
Eu tinha nessas delícias
De minha mãe as carícias
E beijos de minha irmã !

Livre filho das montanhas,
Eu ia bem satisfeito,
De camisa aberta ao peito,
– Pés descalços, braços nus –
Correndo pelas campinas
À roda das cachoeiras,
Atrás das asas ligeiras
Das borboletas azuis !

Naqueles tempos ditosos
Ia colher as pitangas,
Trepava a tirar as mangas,
Brincava à beira do mar;
Rezava às Ave-Marias,
Achava o céu sempre lindo,
Adormecia sorrindo,
E despertava a cantar !

Oh ! que saudades que eu tenho
Da aurora da minha vida
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais !
– Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais !

Casimiro de Abreu



Quando o amor acaba (acho que está acontecendo comigo...)

Num belo momento percebemos que não sobrou mais alternativa alguma. Todas as esperanças se esgotaram. Os telefonemas doloridos, as mensagens cuidadosamente compostas, encontros aleatórios forjados e demais rituais do pós-término simplesmente cessaram. Diante de nós um passado cada vez mais distante e uma estrada a se percorrer. Assustadoramente promissora.Quando nos pegamos de frente para a necessidade de seguir, temos a ilusão de parecer mais fácil permanecer parado, esperando por um milagre. Nos seguramos a qualquer pequena certeza que possa trazer a mínima expectativa de tê-la de volta.
Vasculhamos emails, procuramos por fotos em redes sociais, forçamos caminhos, vamos aos mesmos lugares para gerar novamente "coincidências" que tornem possível um reencontro. Tudo porque queremos, desesperadamente, estar errados e ver que aqueles filmes que assistíamos juntos falavam a verdade.Os dias vão correndo, a eles juntam-se semanas, meses e em alguns casos extremos, até anos. Tudo depende de uma escolha pessoal, simples e objetiva. Pegar a estrada e avançar.
Somos habituados a enxergar os acontecimentos na vida como se estivéssemos dentro de um jogo. Seguimos uma lógica dualista, preto e branco, bem e mal, ganhar ou perder. Lógica responsável por grande parte das aflições que nos atingem. Some a isto uma boa dose de autocentramento e temos uma bomba de sofrimento, prestes a explodir, diante de qualquer instabilidade.O referencial autocentrado se transforma no principal obstáculo quando estamos diante da possibilidade de seguir nosso caminho. É ele que se veste de culpa e medo fazendo-nos estagnar. É ele que nos força a tentar vencer, moldando as circunstâncias exteriores a nosso favor. O grande problema é que, muitas vezes, este "a favor" não é tão favorável assim.Entramos em uma espécie de limbo emocional, ao tentar recuperar condições que não mais existem. Deixamos de abrir espaço para que novas oportunidades floresçam, mesmo sabendo ser inviável o retorno ao passado. Insistimos em bater com a cabeça na parede, atacando nossa mente com perguntas sem resposta, forçando sentido numa busca para ter quem desejamos. Porém, esquecemos que, na realidade, tudo o que queremos é cessar o sofrimento – só que tentamos por meios equivocados.Permanecer preso a um relacionamento, por mais insensato que possa parecer, é um mecanismo de busca pela felicidade por meio da fuga. Fuga do sofrimento que acabará apenas movendo a engrenagem, gerando um pouco mais dor.Por acreditarmos num ideal de felicidade eterna, seguimos repetindo erros, tapando buracos, administrando dor e confusão em pequenas doses semanais. Ficamos dentro da prisão sob a condição de poder aprisionar o outro também. Tentamos evitar que a felicidade escorregue pelos dedos, num processo obsessivo-compulsivo. Somos ingênuos a ponto de acreditar que basta resgatar determinadas condições para cessar a dor
Claro, parece muito lógico. Se antes eu estava feliz e agora que ela me deixou eu sofro, evidentemente, se conseguir reestabelecer a relação, voltarei a ser feliz. O problema que a lógica deixa escapar é o fato de que tudo, invariavelmente, muda. Mesmo trazendo a pessoa de volta ao seu convívio, a bomba permanecerá ali, tiquetaqueando, esperando uma oscilação para explodir novamente.Não adianta ficar parado, remoendo dores do passado, imaginando que isso o impedirá de viver novas dores no futuro.


Amo essa música (Chandelier - Sia)

Compartilho o vídeo oficial da música "Chandelier", da cantora australiana Sia, que sempre se apresenta com o rosto coberto, pois ela quer que as pessoas a admirem pela voz e não pelo rosto (beleza). Admirável isso, vindo do mundo pop, onde perfeição física é 90% do sucesso.



https://www.youtube.com/watch?v=2vjPBrBU-TM. Acesso em 23 de agosto de 2016

Levando a vida...

23h26 - Friozinho

Estou em meu quarto, preparando para dormir.

Meu dia foi normal: casa, trabalho, casa. No horário do almoço, lavei todo o alpendre, garagem, com muito sabão e depois com cloro. Tudo para evitar que o vírus da cinomose seja transmitido para minhas outras cachorras, apesar delas terem sido vacinadas no sábado. Amanhã, voltarei a casinha da Lilica para a frente, pois é onde ela gosta de ficar.

No trabalho, fiz muitas coisas como sempre faço todos os dias. É bom, pois não dá tempo para pensar em nada. Já quando chego em casa, a ausência da Futrica ainda dói, pois como ele sempre estava comigo em todos os lugares, sinto falta dela, do carinho, dos olhinhos me seguindo com amor, dela andando na minha frente com a cabecinha empinada igual a uma rainha, toda metida e altiva... aproveito para ti dizer, Futrica, onde estiver, que ti amo muito, você transformou meus dias em momentos felizes e completos, Peço perdão a ti, meu anjinho, por não ter feito mais por ti... sinta-se abraçada e acariciada como sempre fazia com você. 

No mais, agora há pouco liguei meu celular e vi uma mensagem da minha irmã dizendo que uma das minhas tias havia ligado pro advogado do meu irmão pedindo pra ele pegar a partilha de novo... aquela desgraçada faz de tudo para prejudicar eu e minha irmã, nunca gostou de nós, sempre desfazendo da gente, falando mal... agora que ele concordou com tudo e está encaminhado para, finalmente, cada um ficar com sua parte, aquela capeta me faz isso... ajudar não ajuda, mas atrapalhar e fazer o mal para mim e minha irmã ela faz. Esse tipo de coisa me dá raiva, muita raiva. Entrego nas mãos de Deus.

Amanhã trabalho à noite... não gosto de jeito nenhum. Acho horrível, mesmo sem problema algum e passando rápido, mas preferiria ficar na minha casa a trabalhar à noite, mesmo ganhando mais. Pelo menos o mês de agosto está passando rápido, coisa que raramente acontece, pelo menos para mim. Falta apenas uma semana para acabar e depois vem setembro... e final do ano está logo ali, de novo. Tempo voa. Tempo passando rápido demais. 

Boa noite gelada.


Futrica brincando no céu 
(imagem enviada pela amiga Carla Stummer)

domingo, 21 de agosto de 2016

Cães... nossos únicos verdadeiros

Futrica... mais uma singela homenagem para você, que meu tanto em tão pouco tempo...

Minha amiguinha, tenho certeza absoluta que um dia você vai me encontrar na ponte do arco-íris... e viveremos tudo novamente, com mais intensidade, com mais tempo, com mais amor...

Ti amo, Futrs...



Revirando o baú (guarda-roupa)

Para tentar amenizar a saudade e a ausência da minha amiguinha Futrica, resolvi limpar as gavetas do guarda-roupa. Achei CDs de músicas antigas que baixei todas para o notebook, achei CDs com fotos antigas de férias, família, animais, achei CDs com a única viagem internacional que fiz com minha mãe em 2008, quando ela se aposentou. Conhecemos o Egito e Israel, uma viagem de cunho histórico e religioso. Assim, compartilho algumas fotos.
















sábado, 20 de agosto de 2016

Futrica... saudades eternas

No dia 16 de maio de 2016, eu e minha mãe estávamos limpando o jardim, abrimos o portão grande que dá para a rodovia e começamos a levar folhas e galhos para fora. A primeira vez que saí, vi lá na ponte, uma cachorrinha olhando para a rodovia, pequena, cabeça com os pelos arrepiados. Chamei-a e ela veio, meio ressabiada, chegou perto, vi que era fêmea, magrinha, com os pelos do dorso todos enrolados, cheios de terra e carrapicho. Peguei ração, dei, ela ficou com medo, mas comeu muito, depois começou a entrar mais no jardim, tomou muita água. Minha outra cachorra, Lilica, e os gatos cheiraram a cachorrinha, mas não fizeram mais nada. Infelizmente, nesse dia ela começou a chorar e eu a deixei sair. 
Uma semana depois, ao sair do trabalho às 11h, parei em um bar perto da praça para comprar refrigerante, e vejo a cachorrinha deitadinha perto do posto de gasolina. Chamei-a, ela me reconheceu, veio até mim, esperou na porta do bar, acompanhou-me até o carro, entrou e a trouxe de novo pra casa. Novamente, ela comeu muito, tomou água e leite, brincou comigo, mas quis sair e eu deixei.
Mais sete dias, chego em casa e vejo a cachorrinha aqui. Minha mãe a pegou, pois ela estava perto do mercado com muitos cachorros querendo judiar dela, e ela deitadinha. Minha mãe a pegou e a trouxe. Dessa vez, ela ficou. Dei banho nela com shampoo de Cetoconazol, cortei alguns emaranhados de pelos, mas mesmo assim combinei com a dona do petshop daqui se ela daria banho e tosaria minha cachorrinha de rua, disse também que até pagaria mais pois estava feio. Assim foi feito, e a Futrica ficou diferente, linda, perfumada, cheirosa.
Assim, começou  história dessa cachorrinha aqui em casa: esperta, inteligente, carinhosa, amorosa, amiga... brincava comigo e com minha mãe, nunca correu atrás dos gatos, conhecia o barulho do meu carro e me esperava todos os dias, assistia a tv comigo deitada no colchão, encostadinha em mim, me olhando, dormia nas cobertinhas dela do lado da minha cama e, de manhãzinha, pulava na cama e dormia comigo. As misturas da janta e do almoço metade eram dela, pois a danadinha sentava-se me olhando e eu não resistia àquele olhar pidonho e cheio de gratidão.
Porém, percebi que de repente ela engordou muito e estava grávida. Parei o vermífugo imediatamente. Ficamos felizes, mas ela não conseguiu dar cria. Levei-a ao veterinário, fez cesárea, estavam podres os cachorrinhos. Mediquei-a certinho e ela voltou a ser a Futrica de sempre!
No dia 06 de agosto, estávamos eu e ela sentados no alpendre, quando percebi que ela deu uma cambaleada. Na hora levei-a ao veterinário, fez exame de sangue e da ramela dos olhos dela e constatou que estava com a doença do carrapato e início de cinomose. Comprei todos os remédios, ela tomou certinho (os de 8h em 8h, e os de 12h em 12h), também bati no liquidificador quiabo com água e ela tomava três vezes ao dia. Mudei a alimentação dela: além da ração normal, muita ração úmida, carne cozida, cubos de linguiça calabresa que ela adorava. Porém, no dia 15 de agosto, ela parou de andar. As patinhas traseiras não sustentavam o corpo dela. Diariamente, dava banho nela (parte traseira do corpinho), pois o xixi que ela fazia molhava todo o pelo dela. Já o cocô era durinho, igual antes. Eu a carregava no colo para todos os lugares! Não a deixava um minuto sequer. Conversava com ela, a acariciava enquanto dormia ou andávamos aqui pela nossa casa. Na quinta-feira, dia 18 de agosto, mediquei-a e dei comida, e fui trabalhar às 12h. Ao chegar em casa às 16h, minha mãe veio me encontrar e contou que às 15h ela viu que a Futrica estava com sede (língua de fora), pegou a seringa, colocou água benta, deu para ela que tomou duas seringas grandes cheia. Olhou para minha mãe, fechou os olhos, suspirou e morreu. 
O mundo acabou para mim. Peguei-a no colo, estava quentinha ainda, mas já começando a endurecer. Cheirei a cabecinha dela (cheiro do banho), beijei-a muito, conversei com ela, agradeci pela amizade, amor, companheirismo, por fazer dos dias de uma pessoa solitária momentos coloridos... fiquei muito tempo sentado na cadeira com ela no meu colo, passando minha mão na cabecinha dela. Deixei-a, fui fazer o buraco para enterrá-la, peguei-a, embrulhei-a na toalha favorita dela, e ela descansou...
Depois disso tudo, acabou o dia para mim... fiquei mudo, quieto, solitário. Fui trabalhar, conversei com pessoas, mas queria estar aqui em casa, com ela. O pior era chegar em casa e não ter ninguém para me encontrar, brincar comigo. Não ter aqueles olhinhos lindos e ela pulando nas minhas pernas para eu pegá-la. Não vê-la acompanhar o carro até a garagem e, quando eu abria a porta, ela pulava dentro... enfim, não ter a Futrica aqui.
Agora, esperar o tempo amenizar essa dor que me rasga por dentro.
Ti amo, Futrica!!! Muito, muito, muito... você sabe disso. 
Obrigado, obrigado, muito obrigado.




























segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Futrica

15 de agosto de 2016 - 21h49 - Ventando, friozinho e chuviscando

Hoje acordei às 6h, arrumei meu quarto, fui para a sala e encontrei a Futrica andando meio cambaleante, mas mesmo assim me seguiu até a cozinha. Lá, alimentei-a, dei os remédios, a peguei no colo e coloquei perto da vasilha de água no alpendre (vasilha de barro, alta, com água fresquinha). Ela tomou, fez cocô, eu a trouxe para dentro novamente. Tomei meu café, depois banho, ajeitei a caminha dela no meu quarto e fui trabalhar.

Voltei às 11h, e ela estava na sala, pois chorou sozinha no quarto (minha mãe a trouxe). Alimentei-a novamente, mas a água e o leite tive que dar na seringa. Almocei e levei-a para meu quarto, na minha cama, do meu lado, enquanto eu lia e respondia e-mails. Ela dormiu encostadinha em mim.

Às 15h, peguei-a no colo (ela estava com muita dificuldade para andar sem cair - principalmente sem firmeza nas patas traseiras), levei-a para o alpendre, ela não bebe água, ajudei-a a andar um pouquinho, entrei com ela, alimentei-a, dei remédios, consegui que ele tomasse água e leite. Tomei banho e fui trabalhar às 16.

Voltei do trabalho às 20h, minha mãe havia trazido a Futrica para a cozinha, pois ela estava chorando no quarto. Ela estava deitadinha na coberta dela, chamei-a, ela tentou se levantar, mas não conseguiu. Ficou agitada ao ouvir minha voz. Fui até ela, a peguei no colo, alimentei-a (come muito bem, pelo menos isso), dei água na seringa, remédios, saí com ela para o alpendre, coloquei-a de pé, andou um pouco sozinha sem cair, mas depois começou a virar sempre para a direita, então peguei-a, entrei com ela, coloquei-a bem quentinha no ninho dela onde ela está dormindo até agora.

Ultimamente, não tenho ido à igreja, mas sempre rezo, agradeço a Deus e "converso" muito com ele, pois sinceramente não entendo a vida, as pessoas, as atitudes, as mazelas, as diferenças, as maldades... enfim, estou duvidando de tudo e de todos. Porém, fiz promessa para SFrancisco de Assis (protetor dos animais), pedindo a intercessão dela junto a Jesus e Deus para que a Futrica seja curada. Um animalzinho que deve ter sofrido tanto, justo agora que encontrou um lar, amor, alimento, acontece isso com ela. Isso eu não entendo mesmo...