sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Final de semana chegou!

Nossa...
Que semana mais corrida, mais cheia de compromissos, que me estafou completamente e exauriu todas as minhas forças! Não sei se é o final de ano chegando, ou a correria na escola (avaliações, simulado, mostra, fechamento do ano letivo, cursos, pós etc e tal), mas estou completamente cansado, com vontade de ficar em casa, sem ânimo para nada, a não ser deitar e deixar a mente fluir sem pensar em nada...
O que acho ruim desse cansaço é que não tenho mais saco para ouvir baboseiras que antes eu tirava de letra. Não tenho mais saco para lidar com pessoas que você explica, explica, explica e dali a pouco vem perguntar tudo de novo aquilo que você acabou de explicar detalhe por detalhe. Não tenho mais saco para a pressão de participar de almoços familiares, festas no local de trabalho... para mim é tudo falsidade, pois durante o ano todo farpas são trocadas, bons dias não são respondidos e chega dezembro (o mês mais lindo do ano) e vem essa encheção na minha cabeça. Todo ano é assim. Todo ano digo NÃO. Quero ficar sozinho, preciso ficar sozinho. Orar, refletir, sonhar, desejar um próximo ano melhor que o atual. Mas as pessoas insistem em não compreender e respeitar isso. Dá vontade de mandar... Mas não mando, pois sou educado apesar do grande esforço para sorrir nessas ocasiões.
E amanhã? Amanhã terei que acordar cedo, ir à igreja montar presépio, depois reunião com equipe de liturgia... e meu tempo? O tempo para mim? Só restarão algumas horas do sábado e o domingo, mas ainda tenho que fazer atividades de cursos que sou praticamente obrigado a me inscrever pela escola...
Espero que eu consiga descansar pelo menos um pouco para enfrentar outra semana que será mais cheia que esta que está findando.
Bom final de semana a todos.





Sábias palavras dessa escritora fantástica... é bem assim que me sinto hoje.

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Nostalgia

Eu sou um ser de saudade. Não queria, mas sou. De todas as obras que li até hoje, a que mais se aproxima do que sou e sinto é esse poema belíssimo de Clarice Lispector, intitulado simplesmente "Saudades". Espero que gostem e se identifiquem.

Saudades

Sinto saudades de tudo que marcou a minha vida.
Quando vejo retratos, quando sinto cheiros,
quando escuto uma voz, quando me lembro do passado,
eu sinto saudades...

Sinto saudades de amigos que nunca mais vi,
de pessoas com quem não mais falei ou cruzei...

Sinto saudades da minha infância,
do meu primeiro amor, do meu segundo, do terceiro,
do penúltimo e daqueles que ainda vou ter, se Deus quiser...

Sinto saudades do presente,
que não aproveitei de todo,
lembrando do passado
e apostando no futuro...

Sinto saudades do futuro,
que se idealizado,
provavelmente não será do jeito que eu penso que vai ser...

Sinto saudades de quem me deixou e de quem eu deixei!
De quem disse que viria
e nem apareceu;
de quem apareceu correndo,
sem me conhecer direito,
de quem nunca vou ter a oportunidade de conhecer.

Sinto saudades dos que se foram e de quem não me despedi direito!

Daqueles que não tiveram
como me dizer adeus;
de gente que passou na calçada contrária da minha vida
e que só enxerguei de vislumbre!

Sinto saudades de coisas que tive
e de outras que não tive
mas quis muito ter!

Sinto saudades de coisas
que nem sei se existiram.

Sinto saudades de coisas sérias,
de coisas hilariantes,
de casos, de experiências...

Sinto saudades do cachorrinho que eu tive um dia
e que me amava fielmente, como só os cães são capazes de fazer!

Sinto saudades dos livros que li e que me fizeram viajar!

Sinto saudades dos discos que ouvi e que me fizeram sonhar,

Sinto saudades das coisas que vivi
e das que deixei passar,
sem curtir na totalidade.

Quantas vezes tenho vontade de encontrar não sei o que...
não sei onde...
para resgatar alguma coisa que nem sei o que é e nem onde perdi...

Vejo o mundo girando e penso que poderia estar sentindo saudades
Em japonês, em russo,
em italiano, em inglês...
mas que minha saudade,
por eu ter nascido no Brasil,
só fala português, embora, lá no fundo, possa ser poliglota.

Aliás, dizem que costuma-se usar sempre a língua pátria,
espontaneamente quando
estamos desesperados...
para contar dinheiro... fazer amor...
declarar sentimentos fortes...
seja lá em que lugar do mundo estejamos.

Eu acredito que um simples
"I miss you"
ou seja lá
como possamos traduzir saudade em outra língua,
nunca terá a mesma força e significado da nossa palavrinha.

Talvez não exprima corretamente
a imensa falta
que sentimos de coisas
ou pessoas queridas.

E é por isso que eu tenho mais saudades...
Porque encontrei uma palavra
para usar todas as vezes
em que sinto este aperto no peito,
meio nostálgico, meio gostoso,
mas que funciona melhor
do que um sinal vital
quando se quer falar de vida
e de sentimentos.

Ela é a prova inequívoca
de que somos sensíveis!
De que amamos muito
o que tivemos
e lamentamos as coisas boas
que perdemos ao longo da nossa existência...

Clarice Lispector


terça-feira, 25 de novembro de 2014

Tudo cinza

Hoje acordei cinza.
Nao... não fui pintado ou me pintei com a cor cinza. 
Acordei cinza no coração e na alma. Peito abafado. Coração cinza. Pensamentos cinzas. Mudo. Calado. Acordei cinza!
Quando acontece isso comigo não consigo me comunicar direito, conversar, dar risada, falar bobeiras... é uma introspecção total, vontade de ficar sozinho, na minha, quieto e na minha casa. Infelizmente, tenho que trabalhar, conversar com as pessoas, rir sem ter vontade, mesmo com meus pensamentos longe... e isso é horrível! 
Não sei o motivo de eu amanhecer assim hoje. Não estou com problemas pessoais, profissionais ou familiares. Depressão? Não sei. Cansaço físico e psicológico? Pode ser. Só sei que estou C-I-N-Z-A.
A única coisa que me faz sorrir hoje são meus animais: meus gatos e cachorras... pois eles não compreendem como estou: eles vêm até mim para pedir carinho e atenção. Eles me amam eu estando de qualquer cor, de qualquer jeito. E esse amor puro e incondicional é o alimento para minha alma. Eu os olho e vejo o tempo passando, eles ficando mais velhos, pelos brancos... e percebo que em alguns meses, anos ou dias eles morrerão sem nem saber o que é morrer. Isso me mata e corrói a alma.
Bom... estou cinza.


domingo, 16 de novembro de 2014

Receita de Pão de Geladeira

Desde criança eu ficava observando minha mãe e minha avó cozinhando... eu e minha irmã observávamos tudo o que elas faziam, perguntávamos, elas deixavam que nós colocássemos alguns tempeiros e mexêssemos com a colher (normalmente de madeira), no fogão à lenha onde a comida era feita (que sabor maravilhoso!!!). Depois de tudo pronto, minha avó (materna, chamada Iracema) tirava as panelas das bocas, colocava-as do lado, tampava as bocas com uma tampa redonda de ferro e colocava bifes temperados em cima (bife na chapa), e ia virando-os e o cheiro delicioso invadia o ambiente pequeno da cozinha. Na época do frio, então, era maravilhoso! Enquanto ela virava, ia contando histórias da nossa família quando vieram de Portugal para cá: a viagem longa de navio, a morte de um irmão da minha bisavó, Almira, durante a travessia do Atlântico, o corpo envolto em um lençol branco, amarrado e jogado ao mar, a riqueza da nossa família na "terrinha', meu bisavô alcoólatra que gastava todo o dinheiro recebido...

Bom, como fui rodeado de "comida" desde pequeno, eu gosto de cozinhar! Tenho uma mão "boa para tempero", invento algumas receitas e dentre elas, vou compartilhar uma que gosto demais: PÃO DE GELADEIRA. Isso mesmo...rsrs... meu pão cresce na geladeira!

Vamos lá!!!

Ingredientes
1 kg de farinha
2 ovos
1/2 copo americano de óleo
1 copo americano de leite
1 colher (de café) de sal
100g de fermento biológico 

Modo de fazer
Coloque todos os ingredientes (menos a farinha) no liquidificador (o leite precisa estar morno), e bata por uns 5 minutos. Despeje o conteúdo em uma bacia, vá colocando a farinha e misturando com as mãos até obter uma massa homogênea e que não grude nas mãos. Faça uma bola com ela, coloque-a em um prato e leve-a na geladeira por uns 30 minutos. Após esse tempo, verá que a massa terá duplicado ou até triplicado de tamanho. Retire-a, corte-a em 4 pedaços iguais, passe no cilindro cada uma delas pelos menos 60 vezes (se não tiver cilindo, esparrame a massa com um rolo de macarrão mesmo). Enrole os pães e coloque-os em assadeiras. Depois que os 4 pães estiverem enrolados, asse-os em fogo baixo até que fiquem dourados. Pronto! 

Dicas
* enquanto cilindra os pães, ligue o forno em fogo baixo;
* você pode rechear os pães como quiser: com brigadeiro, beijinho, queijo, presunto, torresmo;
* meu recheio favorito: corto bem pequeno mortadela, tomate, cebola, tempero como se fosse uma salada (escorra a água do tomate); ao invés de fazer 4 pães, faço apenas 2 (ficam bem grandes), e antes de enrolá-los, eu esparramo o recheio, aí enrolo e coloco para assar. A mortadela dá um gosto incrível!


Espero que tenham gostado!

Abraços com cheirinho de comida a todos!

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

A presença de Deus, Jesus e da Trindade

Acabo de chegar da missa e novena à Nossa Senhora Aparecida.
Toda quarta-feira, às 20h, na Capela Nossa Senhora Aparecida, na minha cidade, há essa celebração.
Vão poucas pessoas, todas simples, idosas, e que estão ali por que acreditam na Comunhão ou porque sentem-se mais à vontade por estarem rodeadas daquilo que Jesus sempre pregou e fez em sua breve passagem terrena: SIMPLICIDADE (o meu caso).
Como faço parte da Liturgia, também proclamo a Palavra, e na quarta passada, mesmo não sendo a minha equipe responsável, eu fiz a Primeira Leitura e o Salmo. Ambos lindos, atuais mesmo escritos há tanto tempo.
Bom, hoje, cheguei lá às 19h45, fui para o primeiro banco, me ajoelhei e conversei com Jesus, pedindo perdão pelos meus atos e minhas palavras nocivas para mim e para quem convive comigo; também agradeci por estar vivo, pelo meu emprego, pela reforma na minha casa, pelos meus animais, pelos meus alunos, colegas e amigos de trabalho, pela pessoa que convive comigo há seis anos.
Às 20h em ponto o Padre Luiz iniciou a missa, cantamos, ouvimos as leituras e eu percebi que alguém lá no fundo respondia alto, meio fora da hora, mas não me preocupei com isso, apenas queria absorver cada momento da celebração.
Chegou o momento da comunhão, comunguei, me ajoelhei e conversei com Jesus novamente, sentindo arrepios pelo meu corpo todo. Sentei e cantei a música da Comunhão. Quando todas as pessoas já haviam comungado e a Ministra da Eucaristia estava subindo para o altar, veio meio cambaleando um homem alto, bêbado (era ele quem respondia alto e fora do compasso dos presentes as respostas da liturgia). Ele ficou parado em frente ao altar, com as mãos sobrepostas... fiquei observando... a Ministra desceu as escadas, pegou uma Hóstia Sagrada, ergueu diante dele e disse "O Corpo e o Sangue de Cristo", sendo que ele respondeu amém (bem alto), pegou e a colocou até a boca. Também fez o nome do Pai e dirigiu-se para o canto esquerdo da Capela, onde há a imagem de Nossa Senhora Aparecida, lá, ele se ajoelhou e fez o Nome do Pai também. Depois, dirigiu-se para o último banco da Igreja.
Nesse momento, percebi claramente, com toda certeza do meu ser e do meu coração, que (acho) pela primeira vez em minha vida eu estava diante de Jesus, pois Ele com toda a sua Misericórdia e Bondade sempre se manifestou e manifesta por meio das pessoas mais simples, discriminadas, insjutiçadas... meus olhos encheram-se de lágrimas, abaixei a cabeça e agradeci a Ele por ter me proporcionado tamanha emoção, por ter me dado a chance única e que muitos querem e desejam a vida toda de tê-lo visto, sentido sua presença... não há muitas palavras para descrever esse pequeno evento de alguns minutos, o que posso afirmar é que fui agraciado por Deus, por Jesus e pela Trindade! Senti-me abençoado, ungido e tocado!
Obrigado, obrigado, muito obrigado!!!
Deus nos abençoe hoje e sempre! Amém!

P.S. "Compartilho esse vídeo dessa música linda, chamada "Eterno Louvor", da cantora gospel católica, Fernanda Lara."


domingo, 9 de novembro de 2014

Imposições

Bom domingo a todos.

Ontem trabalhei o dia todo, das 7h às 17h, pois o dia 31/10 foi Ponto Facultativo e tivemos que repor em pleno sábado. Isso me irrita profundamente, pois não pedimos, no calendário na minha escola não teria feriado em 28/10, mas, por medo das pessoas viajarem e não votarem nas eleições o governador passou o feriado para 31/10...
Aí, em pleno sábado, que é o dia que eu faço todas as atividades dos cursos que realizo, faço faxina, coloco tudo em dia para poder descansar no domingo, tenho que ficar na escola! E, para piorar o sentimento de diferença, a maioria das escolas ficou apenas 3h e olha lá, ou seja, trabalhei 8h. Sem palavras para descrever toda a decepção.
Outra coisa que anda me incomodando muito, mas que procuro relevar sempre, mas está complicado: tem um funcionário que tudo o que eu falo, explico, mostro, oriento ele vai contra, procura me ridicularizar perante os colegas. Os eventos que realizo nunca disse parabéns, mas coloca defeitos, comparando com outros que em outros escolas existem e que nem chega aos pés do que eu faço. Falta muito, mas muito pouco para eu estourar com ele na frente de todo mundo e fazer um boletim de ocorrência por assédio moral.
Hoje, acordei cedo, limpei meu quarto, estou lavando roupa, já fiz atividades de três cursos e ainda faltam muitas outras (não sei se conseguirei terminar até o final do dia). E amanhã... tão perto... de novo trabalhar. Ainda dizem que dinheiro não é bom, que trabalho dignifica... kkk... poupem-me desses comentários idiotas. Gostaria de ter nascido rico, sem necessidade de trabalhar. Eu compraria uma chácara bem simples, no meio do mato, sem contato com pessoas, e lá viveria muito bem e feliz com meus animais, esses sim, gostam da gente pelo que somos e nada mais.
Bom domingo chato e que está passando rápido demais a todos.


Saudades de ouvir esse barulho e sentir essa água maravilhosa envolver meu corpo e curar minha alma.
Praia da Maranduba/Ubatuba/SP


domingo, 2 de novembro de 2014

Finalzinho de domingo

São 21h17... domingo chegando ao fim! 

Estou em meu quarto, sentado na cama e, nesse exato momento, ouço pingos batendo na veneziana: chuva!!! Eu, desde que me lembro por gente, gosto do barulho da chuva, seja no telhado, no chão, em cima de algum objeto... esse som peculiar me relaxa! E, claro, estamos precisando de água, muita água.

Ontem, sem querer, descobri um blog sobre o Clodovil. Uma assessora parlamentar dele e amiga, criou esse espaço assim que ele se elegeu e continua até hoje, mesmo após sua morte (isso há 5 anos). Lá, ela posta fotos da casa dele em Ubatuba, dos móveis, imagens pessoais, frases, arranjos, momentos que passaram e viveram juntos. Amei e fiquei triste também, pois eu sempre acompanhei a trajetória dele, suas falas ácidas, sem se preocupar se ia ou não ofender alguém (o pensamento "Ser franco é dizer tudo aquilo que se pensa, ser sincero é pensar tudo aquilo que se diz", retrata fielmente o Clodovil). Ao ver fotos e depois um vídeo da mansão em Ubatuba (inclusive com passagem secreta para um bunker - ele não tinha medo de assalto, mas de alguém judiar dele), a vista, todo o glamour, o esplendor e está lá... sem ele! A morte é algo estranho, mesmo com dinheiro, poder, fama e sucesso, ela é implacável. Talvez eu pense assim porque eu ainda seja apegado a bens materiais e por não saber se há ou não vida após a morte... sinceramente, acho que não.

Bom, amanhã começa nova semana que terá seis dias de trabalho, pois sábado que vem teremos que repor dia 31/10 (ponto facultativo). Só de pensar nisso me dá um desânimo danado... o governador dá o tal do ponto facultativo e temos que repor em pleno sábado! Isso me deixa pra baixo, pois os funcionários da educação são os mais fudidos de todos: ganhamos mal, somos cobrados diariamente, temos que fazer comemoração cívica e mais um monte de baboseira que nem compensa escrever aqui.

Finalizando, gostaria de ter gravado um vídeo com a chuva caindo, mas hoje foi meio que impossível.

Desejo uma boa semana a todos que, por ventura, acessam e leem minhas pequenas histórias aqui.

Deus nos abençoe sempre.