12 de janeiro de 2017 – quinta-feira
Celular
despertou 7h15, levantamos, descemos pra tomar o café e novamente ficamos
maravilhados com a quantidade e diversidade de alimentos oferecidos: todos os
tipos de doces, salgados, pães, sucos, enfim, nem sei o nome de tudo o que
estava disponível para os hóspedes. Depois, subimos para o apartamento, nos
trocamos e fomos para a Basílica Nova, onde assistimos à missa das 9h, a
primeira que comemora os 300 anos do aparecimento de Nossa Senhora Aparecida no
Rio Paraíba. Estava lotada a Basílica, mas mesmo assim conseguimos sentar. O
ofertório foi lindo demais: teve uma entrada de bailarinos (crianças e jovens
de rua), com uma rede e com uma réplica de Nossa Senhora. Uma banda tocou uma
música linda demais, mas não me lembro o nome. Depois, teve a coroação de Nossa
Senhora, o que acontecerá todo dia 12 de cada mês até outubro. Durante a
celebração muitas, mas muitas coisas passaram pela minha cabeça... fatos,
pessoas, minha vida, meu futuro. Meus olhos marejaram muitas vezes, pois
sinto-me perdido e deslocado... não quero entrar em detalhes, são coisas
minhas, só minhas. Ao terminar, fomos andar de bondinho, que liga a Basílica ao
Cruzeiro e à Torre do Mirante. Tenho pavor de altura, mas fui... a vista é
belíssima, o bondinho não chacoalha, mas ao ver a altura, meus pés formigavam e
parecia que eu ia cair. Ao chegarmos lá em cima, a visão é maravilhosa de toda
a região... você vê tudo num ângulo de 360º. Depois, pegamos o elevador
panorâmico e subimos mais 30m de altura, no Mirante que também apresenta uma
visão mais espetacular ainda... depois, tomamos café e comemos pão de queijo na
lanchonete que há por ali, descemos de bondinho e fomos para o Apoio ao Romero.
Lá, andamos por tudo, em todas as lojas, compramos poucas lembrancinhas (para
que levar coisas para pessoas que nem gostam da gente?), lá pelas 14h almoçamos
ali mesmo (marmitex por R$ 15,00, com muita e deliciosa comida), fomos para o
carro e nos dirigimos para o Basílica Velha, no centro de Aparecida. Consegui
estacionar e visitamos a Igreja toda restaurada, andamos pelo comércio, tomamos
café, passamos em frente ao Hotel Mineiro (o que durante muito tempo foi onde
as pessoas das excursões de minha cidade ficavam hospedadas; a primeira vez que
vim à Aparecida, em 1979, ficamos ali; também veio em minha mente todos que
vinham e já não vêm mais, ou porque morreram ou porque não conseguem mais
fisicamente... minha avó Zoraide, minha avó Iracema, a família que organizava
as viagens... ah, que saudade). Em seguida, pegamos o carro e fomos para o
nosso hotel, mas a mamãe ficou na portaria e foi visitar o Convento que fica a
dois quarteirões. Assim, peguei a chave do nosso apartamento, subi, tomei
banho, água, escovei os dentes, liguei o ar condicionado e fiquei descansado,
lendo. Depois de uns 40 minutos, ela chegou e trouxe água e chocolate. Ficamos
deitados, lendo, cochilando até às 19h30, depois, tomamos banho, nos trocamos e
fomos jantar. No restaurante, fomos recebidos pelo garçon Alex Sandro, que nos
perguntou sobre nosso dia, perguntou se estávamos gostando da estadia na
pousada e nos indicou todas as comidas e sobremesas disponíveis, além de se
colocar à disposição para nos atender (uma educação e cordialidade
surpreendentes). Enfim, novamente, comemos comidas deliciosas... repeti duas
vezes, coisa que raramente eu faço. Depois de saciada nossa fome, fomos
caminhar pelos jardins enormes e iluminados da pousada, subimos para o 3º andar
e vimos uma exposição com artefatos utilizados pelo Papa Bento XVI quando da
sua visita na pousada. Amanhã vou fotografar tudo, além de visitar os aposentos
onde os Papas ficam hospedados quando vêm ao Brasil. Em seguida, fomos ao nosso
apartamento, onde mamãe assistiu a sua novela na Record e eu li e acessei
rapidamente a internet. Às 22h30 mais ou menos saí para explorar os corredores
intermináveis da pousada, subi escadas até o último andar, passeei pelos
corredores, observando tudo: pórticos, portas enormes, placas indicativas,
local onde ficam os seminaristas (14 no total nesse prédio). Depois, desci para
nosso apartamento que fica no 1º Andar, escovei dentes, escrevi esse relato.
Agora vou ler e depois dormir, pois hoje andamos muito, mas muito mesmo.
Sentirei saudades desse local maravilhoso... última noite sentindo-me um rei em
um palácio. Boa e abençoada noite a todas as pessoas comuns que, às vezes, têm
o privilégio de vivenciar momentos como esses que vivenciei com minha mãe.
Obrigado, Jesus, por permitir isso.






































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