Sábado - 10 de janeiro de 2015
Hoje acordamos tarde, café, partiu praia com todos os apetrechos.
Na ida, percebemos de imediato que o calor estava insuportável, pois mesmo caminhando debaixo das sombras das diversas árvores que ladeiam o caminho que utilizamos diariamente, o suor escorria pelo corpo. Ao chegarmos na praia, montamos o guarda-sol, fui caminhar, voltei, entrei na água, saí, mamis foi também e ficou sentada como faz todo dia: na parte rasa, onde as ondas quebram e que deixa o maiô dela repleto de areia...rsrs
Enquanto ela ficou lá, a observação se fez presente e fiquei vendo o vai e vém das pessoas: famílias inteiras, pessoas sozinhas, casais, crianças correndo e brincando, algumas soltando pipas, os ambulantes oferecendo de tudo um pouco num mar de confusão e de consumismo: óculos, água, refri, espetos, salgados, camarão, geladinho de álcool (nunca tinha ouvido isso), passeios de escuna, aulas de surf e remo, enfim, todo o comércio que gira nesse pequeno mundo praiano nessa época do ano. Também aproveitei para continuar a leitura do livro que levo todos os dias e consegui adiantar bem a leitura. Nesse ínterim, mamis voltou e fui novamente para a água. É uma sensação maravilhosa ir entrando no mar, sentindo a água quente batendo nos pés, as ondas quebrando no corpo, o friozinho que dá quando a água chega na altura das "partes baixas" e na barriga, o mergulho para molhar o corpo todo e depois só aproveitar: flutuar, nadar, mergulhar, ficar parado deixando que o movimento nos leve para onde quiser... também fiquei vendo o pessoal tentanto aprender a remar em cima de pranchas e os tombos inevitáveis...rsrs... outros que tentam quebrar as ondas e acabam batendo com tudo a barriga e o rosto bem no momento que a onda quebra... casais juntinhos (abraçando, beijando e fazendo sei lá mais o que debaixo da água...rsrs...tinha um lá que não sei não... mas me afastei rapidinho). O mais legal de tudo é observar que ali, na praia e no mar, ninguém é rico, pobre, preto, branco, bonito ou feio... todo mundo é igual e se solta para sentir o prazer da liberdade e da curtição, coisa que nos demais dias do ano fica trancado dentro de cada um, com suas neuras, sonhos, mentiras...
Viemos para o chalé às 14h30, tomamos banho, almoçamos, descansamos um pouco, peguei o carro e fomos no centrinho (supermercado) comprar água, refri, chocolate, presunto e queijo prata. Um calor dos diabos e o supermercado não tem ventilador... é o fim do mundo mesmo uma coisa dessas, um desrespeito aos consumidores. Voltamos para casa, ficamos conversando, vendo TV e lendo. Lá pelas 18h40, tomamos banho, nos trocamos e fomos para a missa na Matriz Cristo Rei (fomos de carro, apesar de ser apenas 4 quarteirões de onde estamos, mas como as ruas são de terra, a poeira é horrível). É uma igreja ainda em construção, grande, mas sem acabamento. Foi enchendo aos poucos, o padre chegou a celebração começou (Batismo do Senhor). Foi uma missa linda, simples, renovamos o batismo e na homilía o Padre Daniel afirmou categoricamente que devemos louvar, amar e crer apenas em Jesus, que não podemos nos deixar levar pelo fanatismo, pelo emocionalismo, pois o único que tem o dom de tudo, especialmente da cura, é Jesus. Ao terminar a missa, fomos direto para o centrinho de novo, onde fui em vários lugares procurar cigarro para comprar. Fico abismado com o tanto de turistas e de policiamento que há lá: uma mescla de pessoas diversas, entrando, saindo dos lugares, os feirantes oferecendo seus produtos, pessoas comprando, outras apenas observando, todo mundo à vontade, com pouca roupa, muitos levam cadeiras e sentam lá na praia ou caminham perto das ondas... também há um parque de diversos, daqueles bem antigos (uns que iam há muito tempo na minha cidade), que ficam tocando músicas das décadas de 70 e 80, o que me traz recordações da minha infância e adolescência... quando íamos nesse tipo de parque na cidade em que moro, brincávamos em todos os brinquedos, oferecíamos músicas (essas que estavam tocando hoje) para os amigos (as)... enfim, revivi e ouvi momentos e músicas que há muito tempo não fazia. Foi mágico!!! Voltamos para o chalé, subimos, mamãe viu TV, fui andar perto da piscina, sentei, fumei, fiquei observando todo esse espaço maravilhoso e que nos acolheu tão bem, voltei para o quarto, escovei dentes e dormi na cama geladinha... que delícia!!!
Boas férias!!!
Matriz Cristo Rei - Praia da Maranduba (Ubatuba)
Matriz Cristo Rei - Praia da Maranduba (Ubatuba)
Presépio na Matriz Cristo Rei - Praia da Maranduba (Ubatuba)