Eu e mamãe acordamos 8h30, tomamos café, arrumamos nossas "tralhas" e fomos para a praia, para o cantinho que gostamos e que não tem muita gente perto. No caminho, fomos por ruas e vielas que nunca havíamos passado antes e nos encantamos com as casas de veraneio vazias e outras cheias, predinhos novos com apartamentos minúsculos, árvores diversas cujas sombras transformam um frescor quem por debaixo delas passa ou fica.
Chegamos à praia, montei o guarda-sol, passamos protetor, fui caminhar enquanto mamis lia. Fui devagar, observando tudo: pessoas conversando, rindo, fazendo farofa (uma família com umas 10 pessoas com sacos de lanches, refri, sucos etc, mas FELIZES, conversando, rindo, brincando...), o mar, as ondas, o barulho que elas fazem quando chegam até a praia... do outro lado as montanhas elevadas, com vegetação, algumas casas e minha imaginação entrando em ação pensando em como seria morar em um lugar tão lindo como esse. Cheguei na ponta direita da praia, num ancoradouro feito de pedras, fiquei por ali, observando os pescadores, fumei, voltei e ao longe vi duas moças abraçadas na parte rasa... fui chegando perto e as vi se beijando. As pessoas passavam, olhavam e não falavam nada e, claro, fiz o mesmo. Não sou preconceituoso de jeito nenhum, mas ainda percebo que o mundo não está preparado para "ver" aquilo que ainda é "diferente". Por outro lado, fiquei feliz por perceber que ninguém demonstrou raiva (pelo menos diante delas) ou as ofendeu. Também fiquei feliz por perceber o amor. Esse sentimento tão banalizado ultimamente.
Cheguei até onde mamãe estava, ela quis continuar a leitura e fui pro mar sozinho... entrei, as ondas batendo em minhas pernas, cintura, peito... de início água fria, mas depois quente, gostosa, envolvente, como se fosse um útero! Mergulhei, boiei, nadei de costas, de frente, fiquei vendo as pessoas indo de bote para os navios maiores (visita às ilhas da região). Acredito que fiquei umas 2h nadando... voltei para a praia, mamãe foi nadar, tomei água e refrigerante, fumei, continuei a leitura do livro. Às 13h viemos embora, tomamos banho, almoçamos, pegamos o carro e fomos para o centro de Ubatuba.
Durante a pequena viagem de 26km, paramos em um mirante com uma vista maravilhosa da Mata Atlãntica e da praia lá embaixo. Também havia um artesão vendendo uns quadros de flores, animais, tudo de madeira recortada e pintado com capricho. Prosseguimos a viagem, chegamos e estacionei bem na praça central. Dali, fomos para a Igreja Matriz construída em 1866 (onde rezei muito agradecendo por tudo de bom ou de ruim que acontece ou aconteceu em minha vida), em lojas (indiana, artesanato, roupas), feirinha, avenida central, calçadão. Voltamos e pegamos um trânsito mais intenso, o que proporcionou a apreciação mais adequada e vagarosa da paisagem linda que descortinava pela minha frente (obrigado, Deus, por eu poder ver!).
Chegamos, paramos, compramos pão e creme pós-sol, fomos para o Octopus Chalés, nos trocamos e fomos para a praia só com roupa do corpo. Que delícia!!! Pouquíssimas pessoas, por do sol, água morna, ondas mais fortes... ficamos na água das 18h até às 20h... caminhei de novo, tirei fotos, nadei demais... voltamos, tomamos banho, jantamos. Fomos chupar sorvete no centro, voltamos, mamãe viu TV, li, conversei com meu amor pelo WhatsApp, caminhei dentro das dependências do chalé, fumei, escovei dentes e fui dormir... deitei e vapt vupt... sono chegou com tudo!
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